“Na quinta-feira disse que estava preocupado pela situação dos mercados financeiros e da economia estadunidense…”

“Os mercados sofreram uma queda” ­­­­―continuam informando os telexes―, “o governo viu-se obrigado a nacionalizar o gigante assegurador American International Group (AIG), e a Reserva Federal, em uma ação coordenada com outros bancos centrais, injetou 180 bilhões de dólares nos mercados financeiros.”

“O mandatário garantiu que seu governo está tomando medidas agressivas e extraordinárias ‘para acalmar os mercados’.”

“As autoridades de toda Ásia procuram deter a queda de suas moedas, bolsas e valores, para evitar que a crise de Wall Street bata na região.”

“O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, culpou hoje a especulação da crise financeira internacional, e admitiu que está preocupado pelos riscos de uma recessão nos Estados Unidos.

“Também se compadeceu da situação dos grandes bancos dos Estados Unidos, que no passado criticaram o Brasil e outros países emergentes, e pôs em causa o sistema financeiro internacional.

“Há uma crise nos Estados Unidos, uma crise muito forte, que levou a maior economia do mundo a sobressaltos extraordinários”, disse.

“Não quer dizer que não estejamos preocupados. Estados Unidos é a maior economia do mundo e o maior importador.”

Concluiu suas palavras afirmando: “Vejo com certa tristeza bancos importantes, muito importantes, que passaram a vida dando conselhos sobre o Brasil e sobre o que tínhamos que fazer ou não, e que agora estão falidos ou entraram na falência.”

Os ventos ciclônicos do Ike financeiro também ameaçam todas as “províncias” do mundo. O prognóstico meteorológico é incerto; há semanas que se fala nele, e rajadas de mais de 200 quilômetros por hora se fazem sentir. Como diz Rubiera, de uma categoria a outra seu poder destruidor se eleva ao quadrado.

É bem difícil acompanhar de perto e compreender as cifras fabulosas de dinheiro fresco que se injetam na economia mundial. São grandes doses de papel moeda, que conduzem inevitavelmente à perda de valor e capacidade aquisitiva.

O aumento dos preços resulta inevitável nas sociedades consumistas, e desastroso para os países emergentes, tal como aponta Lula da Silva. Se o maior importador do mundo deixa de importar, bate no resto; se sair a concorrer, bate nos outros produtores.

Os grandes bancos dos países desenvolvidos imitam e tentam coordenar com os dos Estados Unidos; se os dele vão à falência, os daqueles também, e se devoram uns aos outros.

Os paraísos fiscais prosperam; os povos sofrem. Por acaso assim poderia se garantir o bem-estar da humanidade?

Fonte
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Agência Cubana de Notícias