Rede Voltaire

O Pentágono continua a empregar mercenários

+
JPEG - 12.1 kb

O serviço de pesquisas do Congresso dos EUA acaba de publicar um estudo sobre « subcontratados armados » do Pentágono. Indica-se que o número de mercenários no Iraque diminuiu para metade, uma tendência que corresponde ao deslocamento das tropas EUA fora do Iraque para outros Estados do Médio-Oriente. No entanto, o oposto aconteceu: o número de subcontratados multiplicou cinco vezes em dois anos.

Na realidade os dois fenómenos não são comparáveis. Os « subcontratados armados » no Iraque são mercenários estrangeiros. Foram contratados durante a era Rumsfeld sob a ideia de que, num mundo capitalista, os exércitos deveriam igualmente ser privatizados. Tratava-se de baixar os custos das expedições colonialistas apelando á concorrência. Esta política foi-se abaixo, principalmente porque os militares recusaram-se a ver o seu estatuto destruído.

Pelo contrário, os « subcontratados armados » no Afeganistão são afegãos cuja integração nas forças nacionais foi impossível e que o Pentágono aluga aos chefes de guerra. Neste caso, trata-se de uma falha na construção do Estado que está temporariamente escondido sob domesticação dos chefes de guerra.

Segundo o estudo, o recurso a mercenários perturbou profundamente as operações de contra-insurreição e as fez fracassar. O serviço de pesquisas do Congresso recomenda assim uma limitação do seu uso apenas a tarefas habitualmente delegadas a empresas de segurança e transportes de fundos.

==

The Department of Defense’s Use of Private Security Contractors in Afghanistan and Iraq : Background, Analysis, and Options for Congress, Moshe Schwartz, Congressional Research Service, 26p., 2011 (300 Kb).

Tradução
David Lopes

Rede Voltaire

Voltaire, edição internacional

Este artigo encontra-se sob licença creative commons

Poderá reproduzir livremente os artigos da Rede Voltaire desde que cite a fonte, não modifique o conteúdo e não os utilize para fins comerciais (licença CC BY-NC-ND).

Apoiar a Rede Voltaire

Utilizando este site poderá encontrar análises de elevada qualidade que o ajudarão a formar a sua compreensão do mundo. Para continuar com este trabalho necessitamos da sua colaboração.
Ajude-nos através de uma contribuição.

Como participar na Rede Voltaire?

Os participantes na rede são todos voluntários.
Autores: diplomatas, economistas, geógrafos, historiadores, jornalistas, militares, filósofos, sociólogos ... poderá enviar-nos seus artigos.
Tradutores de nível profissional: pode participar na tradução de artigos.

O início da viragem do mundo
A estratégia russa face ao imperialismo anglo-saxónico
O início da viragem do mundo
Thierry Meyssan
Ucrânia, objectivo na mira
«A arte da guerra»
Ucrânia, objectivo na mira
Manlio Dinucci, Rede Voltaire
 
Os «salvadores» do Iraque
«A arte da guerra»
Os «salvadores» do Iraque
Manlio Dinucci, Rede Voltaire
 
Ofensiva global NATO
"A arte da guerra"
Ofensiva global NATO
Rede Voltaire
 
Quem é o inimigo?
Israel
Quem é o inimigo?
Thierry Meyssan, Rede Voltaire
 
A metamorfose de Bachar el-Assad
A metamorfose de Bachar el-Assad
Thierry Meyssan, Rede Voltaire