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Al-Qaida, «aliado» inesperado dos E.U. contra Al Assad, ameaça o Hezbollah

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Não há outra explicação lógica. Todas as análises e investigações apontam nessa direcção. Agora se entende e se explica porque os atentados de 11 de setembro de 2001 foram possíveis, porquê uns quantos homens saídos das cavernas do Afeganistão venceram o mais poderoso sistema de inteligência e de defesa do planeta.

Todas estas informações e investigações que se vão documentando pouco a pouco, deixam ver o que antes parecia inconcebível e inimaginável á opinião pública mundial : os Estados Unidos e outras potências europeias, se não engendraram o monstro da Al-Qaida como eles afirmam negando-o, em todo o caso hoje em dia alimentam-no, manipulam-no, apoiam-no, dirigem-no e apadrinham-no para os seus propósitos geopolíticos. Isto já é mais que um facto, é uma realidade. Ver artigos anexos:
- David Shayler: «Abandonei os serviços secretos britânicos quando o MI6 decidiu financiar os sócios de Osama bin Laden»;
- «Como a Al-Qaida chegou ao poder em Trípoli»;
- «Al Qaida no Iraque: será que devemos acreditar em George Bush ou nos seus generais?»;
- «Inimigos da OTAN no Iraque e no Afeganistão, aliados na Líbia» e;
- Martin Scheinin: « A Al Qaeda é uma metáfora e não existe “ampla” guerra contra o terrorismo».

Al-Qaida ameaça o Hezbollah por apoiar o regime «criminoso»

O comandante do ramo sírio da Al-Qaida ameaça atacar o movimento islamista libanês Hezbollah pelo seu apoio ao regime «criminoso» de Bashar Al Assad na Síria e por mentir quando diz que os E.U. e Israel instigam a rebelião síria.

Os muçulmanos xiitas do Líbano devem deixar o movimento libanês Hezbollah «se não querem ser os alvos dos ataques da Al Qaida», assegurou o recentemente nomeado líder da brigada Abdullah Azzam (ramo da Al Qaida na Síria), Majd al-Majd, segundo publicam os sites web da organização. Al-Majd, que supostamente dirige uns 6.000 combatentes da organização sunita que se infiltraram na Síria a partir do Iraque e da Turquia, justificou as suas ameaças com duas acusações contra o Hezbollah.

Em primeiro lugar assegura que a responsabilidade pelo assassinato do primeiro- ministro libanês, Rafik Al-Hariri, que morreu em 2005 em Beirute num atentado com carro bomba, não recai sobre Israel e os E.U., como afirmou o Hezbollah, mas sim sobre esta mesma organização libanesa.

O comandante da Al-Qaida também refutou as alegações do Hezbollah que tanto Telavive, como Washington fomentam a rebelião contra Al Assad na Síria, qualificando-as de «infundadas», segundo o diário israelita Haaretz.

Estranhas amizades

Deste modo, a organização considerada terrorista tanto por Israel, como pelos E.U., que a continua a tentar destruir após o 11-Setembro, assumiu de facto a posição dos seus supostos inimigos.

Recentemente, Telavive prometeu atacar o Líbano se o Hezbollah provocar Israel, respondendo dessa forma às ameaças do líder do grupo, Hassan Nasrallah, de criar «um inferno» em Israel e de matar «dezenas de milhares» de israelitas.

Quanto aos E.U., a organização terrorista quase repetiu as declarações dos funcionários estadounidenses que reclamam a deposição do regime eleito de Al Assad que, segundo eles, «perdeu a sua legitimidade» e comete crimes contra o seu povo.

De facto, cada vez surgem mais informações que indicam que a Al- Qaida reforça a sua ajuda aos insurgentes da Síria, enquanto Washington colabora abertamente com a oposição armada síria.

A religião é o que conta

Tais posições da Al-Qaida poderiam ser explicadas pelos desacordos religiosos dentro da região Médio- oriental, que poderiam prevalecer sobre os desacordos políticos e culturais com o mundo Ocidental. Não é por acaso que, a Al-Qaeda, assim como o Qatar, Turquia e Arabia Saudita-principais detratores de Al Assad na Síria- professam o Sunismo (ainda que a Al-Qaida defenda a visão mais radical).

E o Governo de Bashar Al Assad represente a minoria Xiita da Síria, apoiada pelo Irão, um estado Xiita poderoso do Oriente Médio. Por sua vez, o Hezbollah, proveniente do Líbano (onde 26% da população é xiita e 27% - sunita) apoia a Síria e o Irão contra a pressão vinda dos E.U. e de Israel.

Tradução
Alva

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