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Terrorismo: o juiz italiano Imposimato acusa o Grupo de Bilderberg

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Num livro publicado em princípios de Janeiro, La Repubblica delle stragi impunite. I documenti inediti dei fatti di sangue che hanno sconvolto il nostro Paese (A República dos massacres impunes. Os documentos inéditos sobre os factos sangrentos que sacudiram o nosso país), o juiz Imposimato acusa a OTAN de ter organizado os numerosos atentados que ensanguentaram a Itália durante os anos 1980.

O juiz italiano Ferdinando Imposimato é conhecido por ter realizado o trabalho de instrução sobre o assassinato do primeiro-ministro italiano Aldo Moro e sobre a tentativa de assassinato contra o Papa João Paulo II. Foi além disso um dos principais juízes anti-mafia e converteu-se em presidente honorário do Tribunal de Cassação. Também foi eleito deputado, sob a bandeira do Partido Esquerda Democrática, e posteriormente senador.

Já em 1967, o juiz Imposimato tinha publicado um documento que mostrava a implicação do Grupo de Bilderberg, clube que reúne as personalidades mais influentes do mundo à voltar da defesa dos interesses da OTAN.

(vidéo mise en ligne par le quotidien Il Fatto)

(Video publicado pelo diário italiano Il Fatto)
Tradução do conteúdo do vídeo

Entrevistador: Trinta anos depois da série de atentados, continuamos sem saber a verdade. Como é isto possível?

Ferdinando Imposimato, presidente honorário do Tribunal de Cassação de Italia:

Não. Já descobrimos parte da verdade. As coisas estão mais claras actualmente.
Houve cumplicidade do Estado, ou de frações do Estado, com a máfia, o terrorismo, a franco-maçonaria, que se associaram através de uma organização denominada “Gládio” ou “Stay behind”, uma organização internacional manejada pela CIA.

Tudo isso está hoje demonstrado. Antes era ciência-ficção. Hoje é uma realidade conhecida e um problema que perdura.

Entrevistador: Uma série de atentados para desestabilizar o Estado. Com que objetivo?

Fernando Imposimato:

Não. Não era para desestabilizar o Estado mas sim para bloquear a dinâmica política que deslocava o equilíbrio político da direita para o centro-esquerda e a esquerda. Não o fizeram com vistas a um golpe de Estado mas sim para fortalecer o poder. Desestabilizar a ordem pública para estabilizar o poder político.

Entrevistador: E a sua investigação conduz-nos ao Grupo de Bilderberg... 30 anos antes de sabermos da sua existência.

Fernando Imposimato:

Na verdade, foi Emilio Alessandrini que o descobriu num documento que eu encontrei milagrosamente, encontrei esse nome nesse documento que datava de 1967 e depois houve essa reunião do Bilderberg, que se desenrolou em Roma sem que nenhum periódico informasse a respeito dela, com excepção do Dagospia.

A respeito desse grupo do Bilderberg... há que estudar esse documento muito importante que já mencionei... esse documento diz que o Grupo de Bilderberg é um dos responsáveis da “estratégia da tensão” e, portanto, é também responsável dos atentados... esse Grupo do Bilderberg... responsável dos massacres!

Entrevistador: No Grupo há membros do governo e gente do mundo da política e dos negócios...

Fernando Imposimato: É impossível que algum deles não estivesse ao corrente. Mas esse é o tipo de acção que faz o Grupo de Bilderberg, dirige o mundo e as democracias de forma invisível para condicionar o funcionamento democrático dessas democracias. Obrigado, obrigado.

Tradução
Alva

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