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A guerra contra o "terrorismo"
A inacreditável história de Youssef Nada
Silvia Cattori
A inacreditável história de Youssef Nada Genebra (Suíça) | 27 de Julho de 2008
Com o pretexto da luta “antiterrorista”, os Estados Unidos e a União Europeia deram poderes ilimitados aos serviços de informações e de polícia. Medidas de excepção, fora de qualquer prerrogativa judicial, instauradas de forma provisória em 2001, tornaram-se permanentes. Depois de Setembro 2001, pelo menos 80.000 pessoas, essencialmente de confissão muçulmana, terão sido raptadas, sequestradas em prisões secretas e torturadas por agentes da CIA. Centenas de outras foram inscritas na “lista negra” da ONU. Foi o que aconteceu ao homem de negócios Youssef Nada, 77 anos, cidadão italiano de origem egípcia. Acusado por G. W. Bush de financiar a Al-Qaeda, após duas investigações que contudo desembocaram num beco sem saída, Nada não consegue apagar o seu nome da “lista negra” (*). Os seus haveres permanecem congelados, é‑lhe proibido sair fora das fronteiras nacionais. Não pode sair de Campione – um enclave italiano em território suíço – onde Silvia Cattori foi encontrar-se com (...)