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Assinam o documento, o músico Chico Buarque, o escritor Fernando Morais, o economista Celso Furtado, o arquiteto Oscar Niemeyer, os governadores Roberto Requião (PMDB-PR) e Ronaldo Lessa (PSB-AL), os conselheiros da República Aldo Lins e Silva e Almino Afonso, João Pedro Stédile, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) entre outras personalidades que integram uma lista de 69 nomes. O manifesto intitulado "Se eu fosse venezuelano, votaria em Hugo Chávez", será entregue por Morais, d. Tomás Balduíno, presidente da Comissão Pastoral da Terra, pelo ator Marcos Winter e pelo pastor evangélico Ariovaldo Ramos.

Os brasileiros que assinam o manifesto "querem expressar sua solidariedade à luta que vêm livrando o presidente Hugo Chávez e o povo venezuelano pelo direito de decidir seu destino. Ao mesmo tempo, denunciam a manipulação dos fatos orquestrada por grandes monopólios de comunicação para pintar como tirano um governante que cumpre à risca a lei e a Constituição", diz o documento.

A iniciativa é apenas mais uma de uma série de atos em solidariedade ao presidente e ao povo venezuelano que têm sido realizados no Brasil. Na semana do plebiscito deve chegar à Venezuela uma caravana organizada por estudantes de São Paulo em apoio ao presidente.

O lingüista Noam Chomsky, o escritor uruguaio Eduardo Galeano, o músico franco-espanhol Mano Chao, e o bispo catalão d. Pedro Casaldáliga, de São Félix do Araguaia (MT) também apoiam a iniciativa. "É um ato de apoio a ele, ao nome dele", disse o escritor Fernando Morais ao jornal Folha de São Paulo.

Leia a íntegra do manifesto

Os brasileiros que assinam este manifesto querem expressar sua solidariedade à luta que vêm livrando o presidente Hugo Chávez e o povo venezuelano pelo direito de decidir seu destino. Ao mesmo tempo, denunciam a manipulação dos fatos orquestrada por grandes monopólios de comunicação para mostrar como tirano um governante que cumpre à risca a lei e a Constituição.

Hugo Chávez foi o vencedor de eleições democráticas, em dezembro de 1998. Cumprindo o que prometera em campanha, desde então vem realizando profundas transformações no sistema político, econômico e social de um país há séculos dominado por oligarquias. Levar a cabo essas mudanças transformou o presidente Chávez em alvo de uma guerra sem tréguas, movida por minorias políticas e econômicas da Venezuela, com o apoio declarado de grandes corporações empresariais e financeiras do exterior.

Somos testemunhas de seu compromisso com a defesa dos interesses populares e a determinação de aplicar a Constituição de 1999, construída pelo mais amplo processo democrático. A nova Carta venezuelana prevê o dispositivo constitucional do referendo revogatório, marcado para o próximo dia 15 de agosto, instrumento inédito em nosso continente, ao qual poucos governantes teriam a coragem de se submeter, como fez o presidente Hugo Chávez. A democracia foi reforçada, e agora os mesmos setores que já recorreram ao golpe, à sabotagem, ao locaute e à mentira para tentar derrotar o presidente Chávez vêem-se obrigados a aceitar os marcos da luta institucional.

Estamos certos de que, no próximo dia 15 de agosto, o povo venezuelano será vitorioso e construirá uma pátria livre e justa, a pátria com que sonhou Simón Bolívar.

Por tudo isso, estamos aqui para reafirmar: no dia 15 de agosto, se fôssemos venezuelanos votaríamos em Hugo Chávez.