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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na Venezuela para se encontrar com seus colegas Hugo Chávez, José Luiz Rodríguez Zapatero (Espanha) e Álvaro Uribe (Colômbia). Na cúpula, que acontece em Ciudad Guayana, serão oficialmente normalizadas as relações diplomáticas entre Venezuela e Colômbia. A afinidade entre os dois países foi afetada pela detenção de um membro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, em Caracas.

Com essa "mediação", o Brasil ainda aproveita para reafirmar e fortalecer sua liderança regional. A reunião também tem possibilitará negociações bilaterais entre Brasil e Venezuela. Os dois países possuem planos para a construção de uma empresa petroquímica binacional e negociam a união entre a PDVSA e a Petrobras, suas duas petroleiras estatais, numa negociação na qual também está envolvida a Argentina.

Analistas avaliam que além dos acordos que serão discutidos em matéria de energia, comercial, de defesa e comunicação, a reunião de cúpula pretende estimular "espaços políticos" que se contraponham à ’hegemonia’ dos EUA no mundo. O porta-voz da chancelaria brasileira, Glauco Veloso, informou em Guayana que os governantes buscam "fortalecer o diálogo político" e suas alianças comerciais e diplomáticas. "Esta reunião busca fortalecer vínculos entre os países e avaliar alternativas de cooperação com temas de narcotráfico, combate à pobreza e à fome", destacou Veloso.

A vice-chanceler venezuelana para a Europa, Delcy Rodriguéz, destacou no sábado que a cúpula tem intenções de impulsionar para um mundo "multilateral". O especialista para assuntos internacionais Miguel Angel Latouche disse à Agência Ansa que "chama a atenção para que esta reunião se realize neste momento na Venezuela". Latouche destacou que existe uma "aliança ideológica", na sua opinião, entre Lula, Chávez e Zapatero, todos políticos com origem em movimentos de esquerda.