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A cada dia, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, desponta como o principal defensor da unidade latino-americana. Agora, o mais novo fato é o compromisso da Espanha de apoiar os países latino-americanos em matéria de segurança, defesa, luta contra o narcotráfico, aprofundamento da democracia e erradicação da pobreza.

Ontem, na Ciudad Guyana (Venezuela), Hugo Chávez e os presidentes do Brasil e Colômbia, Luiz Inácio Lula da Silva e Álvaro Uribe, e o chefe do governo espanhol, José Luis Zapatero, assinaram uma declaração também apoiando a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os mandatários destacaram que querem o aprofundamento dos diálogos e mecanismos de cooperação sem "irritar ninguém", fazendo referência aos Estados Unidos. "Esta é uma reunião de grande transcendência para o diálogo e a cooperação entre Espanha e América do Sul. A ninguém pode provocar reticência, a ninguém ofende. Estamos trabalhando em benefício de nossos povos", disse o chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

Lula também ressaltou que os países sul-americanos, principalmente, estão descobrindo que têm mais importância de que pensavam. "O que desejamos é apenas ocupar nosso espaço no mundo, respeitando todos os países", afirmou. Já Chávez não economizou críticas aos EUA, enfatizando a necessidade de avançar na integração do bloco. "Há um novo mapa geopolítico no mundo; estamos obrigados a configurá-lo e vamos fazer sem confrontar ninguém", insistiu.

Na Declaração da Ciudad Guyana, os presidentes expressaram seu decidido compromisso para fortalecer a cooperação internacional que permita reprimir, combater e punir todo ato terrorista, em conformidade com a lei internacional pertinente, coordenando ações conjuntas entre as autoridades nacionais de cada um dos quatro países, garantindo o respeito de suas soberanias.

Eles acordaram que a pobreza, que afeta milhões de seres no mundo, impedindo para regiões inteiras as mais elementares condições para uma vida digna, além do freio que representa para o desenvolvimento das nações, é uma das maiores causas de desestabilização, ao negar direitos humanos elementares como saúde, alimentação, educação e moradia.

Recentemente, Hugo Chávez também propôs a criação de uma Confederação Latino-Americana de Trabalhadores. "Porque se o imperialismo quer se meter ou se mete com um dos nossos países, estará se metendo com todos nós e receberá uma resposta continental de todos nós", declarou. Para ele, conforme já disse o presidente brasileiro, o século XIX foi da Europa, o XX dos Estados Unidos e o XXI deve ser da América Latina.

Adital