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Os presidentes da Argentina, Brasil e Venezuela assinaram, dia 10, um acordo de cooperação no setor energético criando a Petrosul. O acordo especifica parcerias entre as estatais petrolíferas dos três países, nos projetos de prospecção, refino e transporte e construção de navios.

O anúncio foi feito pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e envolve a Petrobras, PDVSA (estatal da Venezuela) e a Enesa (estatal recém- criada na Argentina). De acordo com Chávez, os últimos detalhes para a criação da Petrosul foram acertados durante o jantar oferecido dia 9 pelo presidente Lula.

Segundo o presidente venezuelano, um dos primeiros desafios será ajudar a Argentina a recuperar os investimentos da Enasa. "Já temos alguns projetos específicos que precisam ser definidos de estudos (para prospecção) na Venezuela, refinação no Brasil e exploração na Argentina".

Segundo Marco Aurélio Garcia, assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, além da Petrosul, os presidentes dos três países discutiram fórmula para avançar no financiamento de empresas. De acordo com ele, estão sendo analisadas questões jurídicas para que o próprio BNDES comece a atuar nesses financiamentos.

O embaixador da Argentina, Juan Pablo Lohlé, conta que o presidente Néstor Kirchner embarcou satisfeito com as negociações da Cúpula e o país está disposto a apoiar as "conversas e propostas para dar continuidade à Petrosul".

A ministra Dilma Rousseff revelou que, há dois meses, os ministros dos três países têm tido vários encontros com a finalidade de elaborar a chamada Petrosul. A iniciativa tem como objetivo articular e coordenar políticas na área de energia, compreendendo combustíveis, eletricidade, eficiência energética, cooperação tecnológica, entre outros segmentos.

O importante, conforme salientou a ministra, "primeiro é uma autoconsciência enorme de que somos um todo. Você começa a olhar a estrutura energética com olho de integração, e não com o olho exclusivo do seu país".

Agência Radiobrás