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Juán ressaltou que a construção de alternativas deve se dar nos quatro eixos de luta defendidos pela Aliança Continental Internacional: contra a militarização, contra os tratados de livre comércio e a favor da autoderminação dos povos, contra a pobreza e a favor de uma outra economia de inserção e crescimento das comunidades. O sindicalista também salientou a importancia de repudiar a presença do presidente dos Estados Unidos George W. Bush, que representa a intenção de dominar e de tornar os povos americanos dependentes.

Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz e um coordenadores da Cúpula dos Povos, destacou o encontro como um espaço de construção do pensamento de liberdade e de determinação própria da comunidade americana, em contraposição ao pensamento único difundido pelos países dominantes. Esquivel apontou como funções do encontro rechaçar o desaparecimento dos camponeses e das pequenas indústrias nacionais, a militarização e o ingresso de tropas norte-americanas no Paraguai. “Nosso povo não precisa de mais exércitos, ainda mais dos Estados Unidos. Ele precisa de recursos para a saúde, para combater a pobreza. Precisamos de ações para a vida e não para a morte”, falou. O prêmio Nobel ainda destacou a conquista mais recente dos povos americanos, que foi a erradicação do analfabetismo na Venezuela.

Durante a conferência, duas presenças se destacaram: Blanca Chancoso, representante da Confederação da Nacionalidade Indígena do Equador (CONAIE), e Camille Chalmers, do Haiti. Blanca disse que os povos indígenas vieram ao encontro para lutar pelo fim do terrorismo norte- americano de Bush, que “invade e mata os povos americanos”. Já Camille falou da dívida externa dos povos americanos, salientando que são um meio dos países mais ricos controlarem os mais pobres. Ele também comentou sobre a situação haitiana, afirmando que estava na Cúpula para denunciar a presença das tropas estrangeiras no território e a atual conjuntura de miséria do país. “A pobreza que estamos vivendo hoje é produto dos 500 anos de saque e de colonização e das políticas governamentais de liberação dos nossos recursos”, argumentou.