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E a primeira batalha já tem data e local para ocorrer: Ciudad Juárez, primeira semana de maio de 2006. O plano anunciado dia 28 de Janeiro no Fórum Social Mundial em Caracas, na Venezuela, está sendo organizado à princípio por mais de 10 entidades de ambas as nações, mas espera reunir outras tantas do Caribe e América do Sul. A estratégia é reunir milhões de pessoas no primeiro Foro Social Fronteriço para uma travessia conjunta em 5 de maio, dia da Festa Nacional dos latinos nos EUA.

Vivos ou mortos, no dia 7 de maio vamos celebrar uma missa em Santa Fé, originariamente território mexicano, de modo a resgatar a tradição libertária, revoluciária e anti-imperialista de nosso povo que tantas guerras lutou contra o império anglo-saxão,declarou Edur Arrequi Kóba, um dos organizadores do fórum.

Ele lembra ainda que esta não é uma luta apenas dos mexicanos (460 mortos na fronteira em 2005), mas de todos os povos oprimidos pela globalização neo-liberal que muitas vezes não querem imigrar, mas são empurrados pela falta de condição econômica em seus países de origem. Além do México, Peru e Colômbia também têm principal fonte legal de dinheiro externo as economias que os imigrantes ilegais remetem para suas famílias. Este movimento começou de fato no Brasil, onde em um encontro em 1999 organizamos as estratégias para derrubar a absurda exigência de visto mexicano para brasileiros, quando outros países da América do Sul como Chile a Argentina estava livres dessa norma, diz Kóba. Mas em outubro de 2005, por pressão do geverno facista dos EUA, o governo colaboracionista de Fox retomou a exigência aos brasileiros, que é totalmente preconceituosa.

Infelizmente, na onda da novela América, os Estados Unidos registraram no ano passado um número recorde de detenções, deportações e mortes de brasileiros tentando fazer o mesmo caminho da personagem protagonista Sol. Esperamos que os brasileiros e outros latinoamericanos que não puderem ir ao México em maio organizem-se para realizar protestos nas embaixadas estadunidenses e mexicanas em seus países, completa.

As reivindicações do movimento são:

  1. Uma fronteira livre cuja segurança seja realizada por organizações comunitárias (sindicatos, governos locais, igrejas)
  2. Reconhecimento com todos os direitos como residentes de todas e todos os imigrantes nos Estados Unidos, para que se termine sua condição de escravos no mercado de trabalhonorteamericano.
  3. Liberdade de organização sindical en todos os estados e municípios da fronteira entre Estados Unidos e México.
  4. Eliminação da política imigratória restritiva do México aos irmãos latinoamericanos, especialmente nos graves casos de cidadãos de países como Brasil e da América Central.
  5. Que as vítimas da violência imperial na fronteira sejam considerados mártires do neocolonialismo e o que o governo mexicano indenize e pague pensão por morte a seus familiares
Fonte
Adital (Brasil)
Agência de notícias de inspiração cristã, especializada na América Latina/Agencia de noticias de inspiración cristiana, especializada en América Latina.