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Essa atitude boliviana não é nova. O bloco de resistência à privatização da água na Bolívia ajudou levar Evo ao poder. Ele não traiu seu povo e criou o Ministério da Água. Agora, quer criar uma empresa de abastecimento de água em toda a Bolívia, mas o Banco Mundial está condicionando o financiamento: "só se pagar a dívida de vinte milhões de dólares com a Suez". Os bolivianos estão com a corda no pescoço e não decidiram até agora se aceitam ou não o condicionamento do Banco Mundial.

Depois veio o Petróleo. Já sabíamos da ação da Petrobrás em terras indígenas no Equador e outras questões ambientais em países da América Latina. Evo botou um ponto final. Nacionalizou o gás e retomou a soberania em seus hidrocarburetos. A decisão é justa e o que é justo não tem fronteiras.

Agora é a vez das terras. Assim ficamos sabendo que muitos grileiros brasileiros também atravessaram a fronteira e foram se apossar ilegalmente de terras bolivianas. Já não basta a tragédia que causam no Brasil. A reforma agrária vai acontecer, pelo menos na Bolívia.

O que acontece na América Latina é mais profundo que aparenta ser. Os povos nativos, que tiveram sua história podada pela chegada dos brancos, querem retomar o que lhes pertence. Não apenas bens, mas história, cultura e dignidade. Esse "fenômeno indígena" já tem observatório na Europa. Numa reunião do CELAM em Bogotá, que preparava o V Encontro Episcopal a se realizar em Aparecida, alguns especialistas do Vaticano nos diziam que o novo na América Latina é a emergência da questão indígena. Estimavam que em dez anos algo novo apareceria nesse cenário. Não foi preciso. Nas contradições da história o chão da América treme e não tem mídia e nem transnacional que sufoque.

Fonte
Adital (Brasil)
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