Na coletiva de imprensa celebrada nesta capital, González salientou que os máximos líderes da Venezuela, Antiga e Barbuda, Belize, Dominica, República Dominicana, Gaiana, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Haiti, Jamaica e Nicarágua estarão na reunião.

Revelou que a delegação cubana estará encabeçada pelo primeiro vice-presidente do Conselho de Estado, Raúl Castro.

Bahamas, Granada, Santa Luzia e Suriname são as outras quatro nações membros de Petrocaribe, um mecanismo de cooperação energética entre países em desenvolvimento, sob princípios de solidariedade e trato especial e diferenciado para os países menos desenvolvidos e carentes de recursos energéticos naturais.

González apontou que assistirão também representantes de Barbados e Trinidad e Tobago, que coincidiram a citas anteriores, bem como da Guatemala e Honduras, pela primeira vez. Ademais, prosseguiu, participarão delegados da Comunidade do Caribe, a Associação de Estados do Caribe e da Organização de Estados do Caribe Oriental.

O vice-chanceler cubano referiu que o hotel Jagua, de Cienfuegos, cidade localizada a uns 250 quilômetros ao sudeste de Havana, será a sede da Cimeira.

Os assistentes, destacou González, avaliarão a marcha dos acordos adotados e trocarão sobre os esforços conjuntos para consolidar Petrocaribe como um espaço de cooperação exemplar e integração na região.

Adiantou que a reunião, de um dia, concluirá com a re-inauguração da refinaria de petróleo "Camilo Cienfuegos", que numa primeira etapa processará 65 mil barris de cru ao dia.

Assinalou ainda que Petrocaribe surgiu o 29 de junho de 2005 durante o primeiro encontro energético de chefes-de-estado e governo, celebrado em Puerto La Cruz, Venezuela, como parte de uma iniciativa do governo venezuelano.

A segunda cimeira se realizou em Montego Bay, Jamaica, em setembro do ano passado, e a terça em agosto passado, em Caracas, recordou González.

O diplomata afirmou que não se trata de um mecanismo comercial ou habitual de fornecimento de combustível, mas um esquema estratégico de segurança energética que abarca a cooperação para garantir a eficiência e a economia na geração, a transmissão e o consumo de energia.

Por isso, exaltou, Petrocaribe contribui significativamente a mitigar os efeitos adversos do alto e crescente custo dos hidrocarbonetos para as economias dependentes de sua importação. Aliás, asseverou, constitui uma extensão da aplicação da política da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) no manejo autônomo dos recursos energéticos, imprescindíveis para atingir a independência e o desenvolvimento econômico indispensável com bem-estar social.

De não existir Petrocaribe, González manifestou que seria muito difícil hoje enfrentar os preços dos hidrocarbonetos no mercado internacional.

Fonte
Agence Cubaine de Nouvelles

Agência Cubana de Notícias