A vitória contra esse projeto foi conseguida “com uma importante contribuição dos movimentos sociais, e agora se trata de combater os resíduos da ALCA em forma de tratados de livre comércio”, disse o reconhecido especialista cubano à agência Prensa Latina.

O também presidente da Comissão dos Assuntos Econômicos da Assembléia Nacional de Cuba, participa do VII Encontro Hemisférico de luta contra os Tratados de Livre Comércio (TLC), iniciado no Palácio de Convenções de Havana nesta data.

“Do evento espera-se outro momento de reflexão, de acordo de posições de movimentos sociais que integram a aliança social continental e de alguns que não a integram, mas compartilham suas posições fundamentais”, disse Martínez.

O presidente do CIEM opinou que a importância da reunião radica em que “deve ser ratificada a luta contra os TLC e não só contra os TLC que constituem a continuação da ALCA por outros meios”.

“Também –apontou- por outro conjunto de temas que revelam todos injustiças sociais e opressão na atual ordem, contra os quais se levantam os movimentos sociais”.

“Refiro-me –disse- à dívida externa e a ação das instituições financeiras internacionais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial".

Aliás, “aos agrocombustíveis e seu impacto sobre a soberania alimentar dos países, a crise ecológica, as tendências ao apoderamiento de recursos naturais das nações da América Latina por parte das grandes multinacionais”. “Falo –precisou- do petróleo, do gás, da água, de biodiversidade”.

O encontro abordará outros tópicos como os problemas da militarização na América Latina, a expansão das bases militares norte-americanas na região, e “a criminalização do protesto social que se vem produzindo também como tendência”, explicou o catedrático.

Esse conjunto de assuntos a debater deverá culminar com uma declaração final e um programa de ação que deve ser adotado no dia 11, em que culmina o evento.

“Será uma contribuição à luta dos movimentos sociais por um mundo melhor e mais uma contribuição , como o foram os seis anteriores”, explicou Martínez.

A reunião está presidida pelo slogan: “Outra América é possível”.

Fonte
Agence Cubaine de Nouvelles

Agência Cubana de Notícias