Deve-se ter muito cuidado com tudo o que se afirma, para não fazer o jogo da ideologia inimiga. Não se pode acusar o período especial do sistema que o imperialismo tem imposto ao mundo; não inventou a mudança climática, a civilização que depende do consumo dos hidrocarbonetos, o transporte de cada membro da família em automóveis que viajam quase vazios, nem a nefasta ideia de converter os alimentos em combustível; não inventou as guerras mundiais pela partilha do planeta, as bases militares, as armas nucleares e radioelectrónicas, os satélites espaciais que tudo o espiam e dirigem ao alvo raios letais, os mísseis teledirigidos, os submarinos que disparam desde mil metros de profundidade, a ciência e a tecnologia ao serviço da morte e da destruição.

Também não inventou a geografia política e as terras de que dispõe cada nação, que foram fruto de outros factores históricos.

Medite-se bem o que se diz, o que se afirma, para não fazer concessões vergonhosas. Analise-se a natureza e a psicologia dos seres humanos; o seu tempo para actuar é muito breve e constitui realmente uma fracção de segundo na história da espécie. Compreender isto é um grande remédio contra vaidades.

O período especial foi consequência inevitável do desaparecimento da URSS, que perdeu a batalha ideológica e nos conduziu a uma etapa de resistência heróica da qual ainda não saímos completamente.

Quão difícil é ser breve na batalha de ideias!

Fonte
Agence Cubaine de Nouvelles

Agência Cubana de Notícias