Quando de todas as partes do mundo chegam notícias arrepiantes a respeito da escassez e do custo dos alimentos, do preço da energia, das mudanças climáticas e da inflação, problemas que pela primeira vez apresentam-se em uníssono como questões vitais, o imperialismo põe todo seu empenho para desintegrar a Bolívia e submetê-la ao trabalho alienante e à fome.

Nesse país, com os oligarcas de Santa Cruz à frente, quatro de seus departamentos, dos mais fortes economicamente, desejam se declarar independentes e projetaram, com o apoio do império, seu programa de consultas populares, nas quais os meios de comunicação em massa prepararam o terreno e a opinião daqueles que têm direito ao voto com todo tipo de ilusões e de enganos.

As Forças Armadas, em virtude de suas funções históricas em um país agredido e despojado do mar e de outros recursos vitais, não desejam a desintegração da Bolívia; contudo o plano ianque, perfidamente concebido, é utilizar alguns setores militares antipatriotas para se libertar de Evo em favor da unidade, algo que quando as multinacionais se apropriarem dos ramos produtivos básicos, seria simplesmente formal. A divisa do imperialismo é castigar e eliminar Evo.

É a altura de denunciar e dizer a verdade.

Por não prever e meditar sobre os fatores que conduziam a uma profunda crise internacional, salve-se quem puder!, parece ser o clamor que é escutado em muitas partes do mundo.

Para os povos e governos da América Latina será uma prova de fogo. Para nossos médicos e educadores, qualquer coisa que aconteça no país onde desempenham seu nobre e pacífico trabalho, também o será. Eles, perante situações de perigo, não abandonarão seus pacientes e alunos.

Fonte
Agence Cubaine de Nouvelles

Agência Cubana de Notícias