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O Exército Árabe Sírio recuperou a iniciativa em Idleb, Homs e Daraa infligindo grandes perdas e severas derrotas aos terroristas da al-Qaeda e aos grupos criados, financiados, treinados e armados pela OTAN, Estados Unidos e seus auxiliares árabes.

Os êxitos mais recentes do Exército Árabe Sírio deram-se durante o sábado e domingo, quando logrou romper – como o reconheceram os próprios terroristas – o cerco imposto desde há 6 meses a dois acampamentos militares situados na província de Idleb (no noroeste da Síria). «Pela primeira vez em vários meses, as forças do regime conseguiram romper o cerco aos acampamentos militares de Wadi Deif e Hamdiya (não longe de Maarat al-Nohman), após o exército ter atacado os rebeldes pela retaguarda», anunciou no domingo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), baseado em Londres e favorável à oposição.

O exército regular atacou de surpresa a localidade de Babulin e tomou o controlo de duas colinas situadas de um lado da estrada internacional Damasco - Alepo, abrindo assim uma via de abastecimento aos soldados que estavam nesses acampamentos. Camiões transportando soldados, armas e equipamento conseguiram chegar aos acampamentos militares pela primeira vez em 6 meses. O OSDH fala de 21 mortos nas fileiras dos terroristas mas o balanço é muito maior, segundo fontes bem informadas. Dezenas de rebeldes morreram nas suas trincheiras e um grande número deles foi feito prisioneiro. Só uns poucos lograram fugir abandonando no local armas, munições e sofisticado equipamento de comunicações recebidos da OTAN e seus auxiliares.

Na frente do sul, o exército sírio passou novamente à ofensiva na região de Daraa, rechaçando os terroristas provenientes da Jordânia nas localidades de Sanamein e Ghabagheb. O exército concentrou uma importante quantidade de forças com vista a uma ampla ofensiva. O seu objetivo é recuperar o controlo da fronteira com a Jordânia.

As informações que chegam de Damasco falam de uma viragem na situação. Depois de serem conhecidas notícias sobre os preparativos da oposição para empreender uma ofensiva contra a capital, o exército sírio surpreendeu o inimigo com uma série de ataques na região rural de Damasco e um vasto ataque nos confins da Ghouta oriental. Os resultados dessas ofensivas do exército sírio significam que o ataque dos rebeldes contra a capital se tornou pouco viável.

Deram-se importantes êxitos em Daraya, localidade quase totalmente retomada, e perto da região de Sayida Zeinab (no sudoeste de Damasco). Também se registaram progressos em Maadamiya. Um novo sucesso deu-se na Ghouta oriental. Há vários dias o exército sírio conseguiu romper o bloqueio, de vários meses, em torno de um dos seus batalhões em Adra. Responsáveis sírios afirmam que a operação foi «um ataque relâmpago» que obteve resultados «brilhantes». No entanto, a acção mais importante do exército sírio iniciou-se desde o aeroporto de Damasco, em direcção á localidade de Oteiba (31 quilómetros leste da capital), até Adra. Grande numero de terroristas foram mortos e feridos nessa operação que permitiu cercar a Ghouta oriental depois de ter isolado Oteiba, onde se acha o quartel-general dos rebeldes para a região de Damasco, principalmente a Frente al-Nusra e a Falange do Islão. Com esse bloqueio, o exército regular sírio corta as linhas de abastecimento em homens e meios que chegava aos rebeldes desde as regiões limítrofes de Damasco, como Jobar, o que permitiu novos avanços do exército nessa região.

Os terroristas bombardeiam o Líbano

Em Homs, o exército [regular sírio] empreendeu uma ampla ofensiva na região rural da província retomando a estratégica colina de Mando, não longe de Qussair, fechando o cerco sobre essa cidade situada a 12 quilómetros da fronteira libanesa.

Como vingança e para desviar a atenção, os terroristas dispararam vários obuses sobre localidades fronteiriças no leste do Líbano matando 2 menores e deixando pelo menos 6 feridos. O menino Ali Hassan el-Qataya foi morto ao princípio da tarde por um obus que caiu na localidade de al-Qasr, em Hermel (no Bekaa). Quatro pessoas da mesma localidade ficaram feridas, segundo a mesma fonte. Na localidade de Hawch el-Sayyed, perto da fronteira libanesa com a Síria, caíram vários foguetes que deixaram 2 feridos, entre eles um menino de 13 anos que morreu durante a tarde por causa dos seus ferimentos, indicou a agência oficial de informação do Líbano. Também caiu um foguete perto da localidade de Khrab el-Batm, na estrada que vai para a localidade de Kwakh, ainda que sem provocar vítimas, segundo a mesma fonte.

As derrotas infligidas aos terroristas dão-se dias depois de a Frente al-Nusra ter expressado a sua fidelidade ao chefe da al-Qaeda. «Nós, a Frente al-Nusra, juramos a nossa obediência ao xeque Ayman al-Zawahiri», disse o chefe da al-Nusra, Abu Mohammed al-Julani, numa mensagem de áudio divulgada através de vários fóruns extremistas. Dias antes, o líder da al-Qaeda no Iraque, Abu Bakr al-Baghdadi, tinha anunciado que já era «hora de proclamar aos levantinos e ao mundo inteiro que a Frente al-Nusra é na realidade um ramo do Estado Islâmico do Iraque». Ambos os grupos, acrescentou, serão unidos no futuro sob a denominação de Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Na sua mensagem, al-Baghdadi disse estar disposto a aliar-se a outros grupos jihadistas «na condição que o país (Síria) e os cidadãos sejam governados segundo os preceitos ditados por Alá». «A “democracia” não deve ser a recompensa depois do sacrifício de milhares de vós», afirmou al-Baghdadi.

A mensagem de al-Baghdadi foi proferida 2 dias depois do apelo de Ayman al- Zawahiri exortando os terroristas a instaurar um Estado islâmico na Síria, através de uma mensagem de áudio difundida por vários sítios web islamistas. «Desenvolvei todos os vossos esforços para que o fruto da vossa jihad seja, com a vontade de Deus, um Estado islâmico jihadista, uma etapa no caminho para o restabelecimento do califado islâmico», declarou o principal chefe da organização islamista.

Tradução
Alva
Fonte
New Orient News