O General John Allen [1], enviado especial do presidente Obama junto da Coligação global contra o Daesh, aproveitou a ausência do presidente Obama, de Washington (partido a 24 para África após a sua conversa telefónica com Erdogan), para assegurar ao presidente turco que ele poderia criar uma zona de exclusão aérea na Síria, com uma profundidade de 90 km a todo o comprimento da fronteira.

Esta zona tampão deveria vir a ser a base de retaguarda para a operação «secreta» contra a Síria, depois seria anexada ao Curdistão iraquiano dando-lhe, assim, uma saída para o mar Mediterrâneo, de acordo com o plano de Robin Wright.

Devendo este Curdistão vir a ser controlado pelos israelitas, através da família Barzani, Allen e Erdoğan acordaram em relançar a guerra contra o PKK de Abdullah Öcalan, o rival dos Barzani.

O Primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, revelou o acordo na televisão «A Haber».

O Presidente Obama reagiu energicamente. Ele desautorizou publicamente o General Allen, e, nomeou um enviado especial para a Síria, Michael Ratney, em substituição de Daniel Rubinstein [2].

Michael Ratney é um perito em relação ao Próximo-Oriente, mas é, sobretudo, um especialista em comunicação.

Tradução
Alva

[1] “O incrível plano de "paz" dos EUA para a Síria”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Al-Watan (Síria), Rede Voltaire, 31 de Dezembro de 2014.

[2] « Un officiel US accuse Damas de soutenir Daesh », Réseau Voltaire, 3 juin 2015.