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O Reino Unido relança o caso Skripal

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A Primeira-ministro britânica, Theresa May, revelou na Câmara dos Comuns, a 5 de Setembro que a Scotland Yard tinha conseguido identificar os autores do ataque com “Novitchok” contra Sergueï e Yulia Skripal assim como contra o sargento Nick Bailey [1].

Os dois homens, de nomes Alexander Petrov e Ruslan Boshirov (nomes muito comuns na Rússia), chegaram de Moscovo (Moscou-br) ao aeroporto de Gatwick, a 2 de Março às 15 h e partiram para Moscovo dois dias depois, a 4 de Março às 22h30.

O Reino Unido não enviou pedidos de extradição à Rússia porque esta nunca extradita os seus nacionais.

O governo russo declarou imediatamente não saber de quem se tratava e pediu a Londres que lhe fornecesse as impressões digitais destas pessoas. O procedimento para a concessão de vistos (para visitas ao R.U.- ndT) para os cidadãos russos exige, com efeito, uma tomada de impressões digitais. No entanto, o governo de May opôs-se a isso.

Na ausência de meios de identificação, as acusações britânicas permanecem inverificáveis.

O conflito entre o Reino Unido e a Rússia assombrou o século XIX e o século XX. Não é raro que os ingleses usem falsas provas para acusar os Russos de novos males. Como por exemplo, em 1924, com uma falsa tentativa soviética de influenciar as eleições no Reino Unido [2].

Tradução
Alva

[1] “Theresa May statement on the Salisbury investigation”, by Theresa May, Voltaire Network, 5 September 2018.

[2] “The Skripal Affair: A Lie Too Far?”, by Michael Jabara Carley, Strategic Culture Foundation (Russia) , Voltaire Network, 23 April 2018.

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