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Confrontado com a China, o Pentágono já não quer o Tratado INF

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O próximo Presidente do Comité de Chefes de Estado-Maior dos EUA, o General Mark A. Milley, indicou, em 11 de Julho de 2019, que, segundo ele, a China seria o principal opositor dos Estados Unidos durante os próximos 50 ou 100 anos.

Para contrariar a defesa das cidades costeiras chinesas, o Pentágono terá necessidade de mísseis de médio alcance. Ora, estes estavam até agora interditos pelo Tratado sobre as Forças Nucleares de Alcance Intermédio (INF), que os Estados Unidos estão precisamente em vias de revogar.

Desde pelo menos há um ano e meio, o Pentágono relançou o fabrico de mísseis de alcance médio que só podem ser colocados em posição violando o Tratado INF. Este projecto foi confiado às firmas norte-americanas Raytheon (US $ 536,8 milhões de dólares), Lockheed Martin (US $ 267,6 milhões), Boeing (US $ 244,7 milhões), Northrop Grumman (US $ 2,7 milhões), e, também, à Inglesa BAE Systems (47,7 milhões) e à Francesa Thales (16,2 milhões).

Simultaneamente, a OTAN afirma ter dados de Inteligência segundo os quais a Rússia teria violado o Tratado e poria em causa o equilíbrio mundial; uma afirmação inverificável.

Tradução
Alva

Rede Voltaire

Voltaire, edição internacional

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