Rede Voltaire
«Sob os Nossos Olhos» (13/25)

A reconstituição do Partido colonial francês

Eleito presidente automaticamente após a prisão de Dominique Strauss-Kahn, François Hollande nada percebia da função presidencial. Assim, socorre-se dos seus altos- funcionários. A instruções deles, ele prosseguiu a política do seu predecessor. Em matéria de política estrangeira, retoma os dossiers ignorando a reviravolta de Nicolas Sarkozy no fim do seu mandato. Atrás dele enfileiram todos os partidários de uma nova epopeia colonial.

| Damasco (Síria)
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Este artigo é extraído do livro Sob os nossos olhos.
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François Hollande coloca o seu quinquénio sob os auspícios de Jules Ferry (1832-1893), o teórico socialista da colonização francesa.

25— François Hollande e o retorno do «Partido Colonial»

Mas Sarkozy perde a eleição presidencial. Assim que deixa o Eliseu, torna-se assalariado do Catar por 3 milhões de Euros anuais e representa-o, por exemplo, no conselho de Administração do grupo hoteleiro Accor.

Muito embora tenha sido eleito sob a bandeira do Partido Socialista, François Hollande governa em nome do «Partido da Colonização» [1]. Ao fim de um ano e meio de mandato, anuncia aos seus estupefactos eleitores que não é Socialista, mas mais Social-Democrata. Na realidade, desde o dia da sua tomada de posse, ele tinha sido claro. Como os seus predecessores, coloca a sua cerimónia de investidura sob os auspícios de uma personalidade histórica : escolhe Jules Ferry (1832-1893). É certo que este último estabeleceu a gratuitidade do ensino primário, mas na sua época era extremamente impopular e conhecido sob a alcunha do «Tonquinês». Ele foi, com efeito, o homem que defendeu os interesses dos grandes grupos industriais na Tunísia, em Tonquim e no Congo, lançando a França em aventuras racistas e coloniais. E, contrariamente ao que se admite comummente, o seu interesse pelo ensino primário não estava virado para a instrução das crianças, mas, sim para a sua preparação como soldados da colonização. Por isso, designava-se os seus professores como os «hussardos negros».

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O socialista Jules Ferry (ao centro, com suíças) teorizou o direito dos «povos superiores» em «civilizar» os «povos inferiores». Ele dirigiu o «Partido Colonial», lóbi trans-partidário de interesses coloniais. Organizou a escola pública gratuita e obrigatória a fim de subtrair as crianças ao controle do clero e deles vir a fazer bons soldados.

Pode parecer estranho falar sobre «colonização francesa» a propósito de François Hollande, tanto mais esta expressão parece ultrapassada. Mas, ela é muitas vezes mal compreendida porque associada, erradamente, a uma colonização de povoamento quando se trata, antes de mais, de um conceito económico. No século XIX, enquanto os camponeses e operários resistiam até a morte aos patrões que os exploravam sem vergonha, alguns destes tiveram a ideia de prosseguir os seus lucros às custas de povos menos organizados. Para levar a bom termo o seu plano, alteraram tanto a mitologia nacional como a organização laica do Estado de maneira a arrancar a população à influência das Igrejas.

Chegado ao Palácio do Eliseu, François Hollande escolhe Jean-Marc Ayrault como Primeiro-ministro. O homem é reputado como razoável, mas tomou partido e acção pela causa de colonização da Palestina. Assim, ele é o presidente honorário do Círculo Léon Blum, uma associação criada por Dominique Strauss-Kahn para juntar os sionistas no seio do Partido Socialista. Antigo Primeiro-ministro, Léon Blum tinha prometido ao movimento sionista, em 1936, criar o Estado de Israel no Líbano e na Síria do mandato [2].

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Já em 1991, quando era Primeiro-ministro, Laurent Fabius não havia manifestado o menor interesse pela vida dos outros.

Hollande designa Laurent Fabius como Ministro dos Negócios Estrangeiros. Os dois homens foram rivais antes, mas Fabius negociou com o Emir do Catar e com Israel o patrocínio deles durante a campanha eleitoral [3]. É um personagem desprovido de convicções, tendo mudado várias vezes de opinião sobre temas importantes ao sabor da oportunidade. Em 1984, enquanto era Primeiro-ministro, deixa contaminar e morrer 2. 000 hemofílicos afim de proteger os interesses do Instituto Pasteur cujo teste de detecção da sida não estava ainda pronto. Graças a François Mitterrand, que modifica as regras de processo, ele é absolvido pelo Tribunal de Justiça da República segundo o princípio «responsável, mas não culpado». O seu Ministro da Saúde, Edmond Hervé, será condenado no seu lugar.

Hollande escolhe como ministro da Defesa o seu amigo Jean-Yves Le Drian. Os dois homens militaram juntos durante anos, no seio do Partido Socialista, em apoio do Presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors. Durante a campanha eleitoral, Le Drian viaja em nome de Hollande para Washington onde presta vassalagem ao Império norte-americano.

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Muito embora sendo de extrema-direita, o General Benoît Puga exerce uma forte influência sobre o Presidente socialista François Hollande.

Além disso, decisão sem precedentes, o Presidente Hollande mantêm no seu posto o Chefe de Estado-Maior privado do seu predecessor, o General Benoît Puga. O oficial é mais velho que ele e partilha as convicções de extrema-direita do pai do Presidente. Tem o privilégio de poder entrar a qualquer instante no seu gabinete e tece uma relação quase paternal com ele.

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O Prefeito Édouard Lacroix (1936-2012) foi Director-geral da Polícia nacional (1993), depois Director de gabinete de Charles Pasqua, Ministro do Interior (1994-95). Ele foi o mediador entre Claude Guéant e Muamar Kaddafi antes de ser assassinado a instruções do Presidente François Hollande.

Antes de mais, François Hollande faz um balanço da destruição da Líbia. A Jamahiriya dispunha de um Tesouro avaliado, no mínimo, em US $ 150 mil milhões de dólares. Oficialmente, a OTAN bloqueou-o ou fez bloquear cerca de um terço. O que aconteceu, pois, com o resto? Os Kaddafistas pensam poder utilizá-lo para financiar a Resistência a longo prazo. Mas em Abril, o Prefeito Édouard Lacroix que tinha tido acesso a uma parte destes investimentos morreu, num dia, por um «cancro fulminante» [4], enquanto o antigo Ministro do petróleo, Chukri Ghanem, é encontrado afogado em Viena. Aparentemente, com a ajuda do Ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, do Conselheiro económico do Eliseu, Emmanuel Macron e de vários banqueiros de investimento, o Tesouro dos Estados Unidos deu o golpe à massa; O golpe do século: US $ 100 mil milhões de dólares [5].

No principio de Junho de 2012, a França e o Reino Unido participam na reunião do Grupo de trabalho «Relançamento económico e Desenvolvimento» dos Amigos da Síria, nos Emirados Árabes Unidos, sob a presidência alemã. [6]. Trata-se de envolver os Estados-membros na guerra prometendo-lhes um saque. Vários anos antes as empresas norueguesas InSeis Terra e Sagex tinham oficialmente procedido à pesquisa de petróleo na Síria. Muito embora tenham declarado ter detectado 13 jazidas de petróleo e gás em apenas duas dimensões, na verdade tinham-nas cartografado em três dimensões e conheciam, portanto, o valor de cada uma delas. Tendo a Sagex sido comprada por uma empresa franco-americana, cotada em Londres, a CGG Veritas, depois absorvida pelo grupo Schlumberger, em breve três Estados se encontram na posse destas valiosas informações, mas ainda não a Síria, a qual só tomará conhecimento disso em 2013. Segundo estas pesquisas, a Síria tem um sub-solo pelo menos tão rico quanto o do Catar. O Reino Unido fez entrar Ossama al-Kadi, um quadro sírio da British Gas, para o Conselho Nacional Sírio. Com a ajuda dele, Paris e Londres atribuem aos presentes concessões sobre a futura exploração de um país que eles ainda nem sequer conquistaram.

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O míssil Bulava tira o seu nome de uma antiga maça eslava que fazia as vezes de bastão de marechal dos exércitos cossacos.

A Arábia Saudita prepara-se para o lançamento de um exército sobre Damasco, enquanto o Reino Unido tomará o controlo dos média sírios. A Coordenação de forças foi testada na Jordânia durante o exercício Eager Lion 2012, sob o comando dos EUA. Os Líderes libaneses comprometeram-se a manter-se neutros assinando a Declaração de Baabda [7]. A Síria deveria cair num instante. Todavia, a Rússia dispara então dois mísseis intercontinentais, um Topol desde as margens do mar Cáspio e um Bulava a partir de um submarino, no mar Mediterrâneo. A mensagem é clara: se os Ocidentais não compreenderam os dois vetos russos e os dois chineses no Conselho de Segurança e se atacarem a Síria, então, devem preparar-se para uma nova Guerra Mundial [8]. Uma polémica estala entre John Kerry e Serguei Lavrov para saber quem está «do lado certo da história» [9].

A 30 de Junho, o antigo Secretário-geral da ONU, Kofi Annan, mandatado, ao mesmo tempo, pelo seu sucessor Ban Ki-moon e pelo Secretário-geral da Liga Árabe, preside em Genebra a uma Conferência internacional sobre o futuro da República Árabe Síria. Nenhum representante sírio –-nem do governo, nem do CNS--- é convidado. Os Estados Unidos e a Rússia acordam que não irão entrar em guerra no Próximo-Oriente. Eles decidem-se pela criação de um Governo de união nacional, sob a Presidência de Bashar al-Assad, integrando alguns elementos do CNS. A guerra está oficialmente acabada. O mundo tornou-se bipolar, como aquando da Guerra Fria [10].

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Alguns dias após ter conseguido encontrar um acordo entre os Estados Unidos e a Rússia sobre a Síria, Kofi Annan tem de fazer face ao recuo dos Ocidentais. Ele demite-se.

Salvo que a Secretária de Estado, Hillary Clinton, entende não apoiar o fim do mundo unipolar, nem respeitar a sua assinatura —segundo ela, extorquida sob ameaça— e que os Ministros francês e britânico emitem reservas sobre a interpretação do comunicado final.

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Manaf Tlass é considerado como a escolha certa pelos Amigos da Síria. Mas o jovem personagem irá preferir tocar piano mais do derrubar o seu amigo de infância, Bashar al-Assad.

É então que a DGSE consegue montar a deserção do General Manaf Tlass, um amigo de infância do Presidente al-Assad, e levá-lo para Paris. Ela apresenta-o como uma personalidade de topo. Na realidade, Manaf tornou-se general percorrendo os passos do seu pai, o General Mustapha Tlass, antigo Ministro da Defesa. É um artista que jamais se interessou por política. No início da guerra, tinha negociado um compromisso com os «revolucionários» para restaurar a paz na sua cidade natal de Rastan, mas esse acordo foi rejeitado pelo Presidente. Por causa disso criou um forte rancor. Sendo Manaf um amigo, a imprensa francesa, que —tal como a classe política francesa— vive apenas para o dinheiro, irá concluir que ele financiava a rede Voltaire, o que é falso [11]. Em Paris, ele é recebido pelo seu pai, que aí se instalara na sua aposentação, em 2004; pelo seu irmão Firas, o qual dirige, a partir do Catar, a construção dos subterrâneos dos jiadistas; e pela sua irmã, que foi amante de Roland Dumas, depois do jornalista Franz-Olivier Guisbert, com o qual trabalha ainda. No entanto, Manaf chega tarde demais para se ver coroar presidente no exílio pela Conferência dos «Amigos da Síria».

O estratagema montado no Abu Dhabi mostra-se frutuoso. Há uma corrida para esta terceira Conferência dos «Amigos da Síria», a 6 de Julho de 2012, em Paris. São 130 os Estados e Organizações intergovernamentais, impregnados pelos eflúvios de petróleo e de gaz, a participar. Enquanto uma semana antes Hillary Clinton e Serguei Lavrov assinavam solenemente a paz, uma nutrida delegação norte-americana está aí presente para relançar a guerra.

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O criminoso de guerra Abu Saleh (Brigada al-Faruk) era o convidado especial do Presidente François Hollande (o homem jovem de frente, sentado de lado na tribuna, à direita da foto)

François Hollande sobe à tribuna e faz sentar junto a si Abu Saleh, o jovem «jornalista» da France24 que tinha fugido com os Franceses de Baba Amr. No final da reunião, ele felicita longamente o «revolucionário» sob os focos das câmeras do Eliseu. No entanto, estas imagens serão retiradas do sítio Internet oficial assim que eu saliento que Abu Saleh é um criminoso contra a humanidade tendo participado no Tribunal revolucionário do Emirado que condenou e fez degolar 150 civis Cristãos e Alauítas.

O discurso do Presidente Hollande não foi redigido pelo seu gabinete, mas sim em inglês, em Washington, Nova Iorque ou Telavive, e depois traduzido para francês [12]. Após ter saudado os esforços de Kofi Annan como um passo na direção certa, ele exclama «Bashar al-Assad deve partir, deve ser constituído um governo de transição!» De facto, ele muda o sentido da palavra transição, a qual no Comunicado de Genebra designava a passagem do tempo de desordens ao da paz. Agora, irá tratar-se da transição de uma Síria com Bashar al-Assad, e de instituições laicas inspiradas pela Revolução Francesa, para uma outra confiada aos Irmãos Muçulmanos. A expressão «transição política» é substituída, agora, pela de «mudança de regime». O CNS exulta, enquanto Hillary se deleita.

O unanimismo dos «Amigos da Síria» é fundado, é claro, sobre as esperanças no petróleo, mas tem um lado irracional. Eu não consigo deixar de pensar que é a maior Coligação da história humana e que ela prossegue uma espécie de antigo confronto entre o Império romano e a rede de balcões dos comerciantes sírios. O slogan de Catão o Velho ressoa nos meus ouvidos : «Delenda est Carthago» (É preciso destruir Cartago!).

Nos dias que se seguem, François Hollande, David Cameron e Hillary Clinton não param de repetir, como um mantra, «Bashar tem de partir!». Ao fazê-lo, eles retomam, à sua conta, o slogan das revoluções coloridas («Chevardnadze basta!» ou «Ben Ali fora!»). Dirigindo-se tanto ao seus homólogos como a uma multidão, eles não nomeiam o Presidente al-Assad senão pelo seu primeiro nome, «Bashar». Mas, este método não os levará a nada, senão a demonstrar a sua impotência. A 12 de Julho de 2012, arranca a operação «Vulcão de Damasco e Terramoto na Síria». Mais de 40.000 mercenários, vindos de todos os países árabes, treinados pela CIA na Jordânia, enquadrados pela França e pelo Reino Unido, e pagos pela Arábia Saudita, atravessam a fronteira e precipitam-se sobre Damasco. [13].

A retirada Francesa, aquando da libertação de Baba Amr, e o acordo de paz assinado duas semanas antes em Genebra já não passam de recordações distantes. Uma nova guerra contra a Síria começa, desta vez com exércitos de mercenários. Ela será consideravelmente mais mortífera que a precedente.

(Continua…)

Tradução
Alva

Este livro está disponível em Francês, Espanhol, Russo, Inglês e Italiano em versão em papel.
Possui versão já traduzida em Língua Portuguesa (à atenção de possíveis Editores-NdT).

[1] «Francia, según Francois Hollande », por Thierry Meyssan, Red Voltaire , 31 de julio de 2012.

[2] Étude d’Hassan Hamadé et documents non-encore publiés.

[3] «Francois Hollande negoció con el emir de Qatar», Red Voltaire , 7 de mayo de 2012.

[4] “Detalhes sobre a lista de terroristas franceses na Síria”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Novembro de 2015.

[5] “A rapina do século: O assalto aos fundos soberanos líbios”; “Macron/Libia = ‘Rothschild Connection’”, Manlio Dinucci, Tradução Maria Luísa de Vasconcellos, Il Manifesto (Itália) , Rede Voltaire, 17 de Maio de 2011 & 2 de Agosto de 2017.

[6] «Los "Amigos de Siria" se reparten la economía siria antes de haber conquistado el país », por German Foreign Policy, Zeit Fragen (Suiza), Red Voltaire, 14 de junio de 2012.

[7] « Déclaration de Baabda », Réseau Voltaire, 11 juin 2012.

[8] “Tiros de Aviso Russos”, Thierry Meyssan, Rede Voltaire, 3 de Julho de 2012.

[9] «Del lado correcto de la Historia», por Sergéi Lavrov, Red Voltaire , 22 de junio de 2012. « Déclaration de Barack Obama à la 67e Assemblée générale de l’ONU », par Barack Obama, Réseau Voltaire, 25 septembre 2012.

[10] «Comunicado final del Grupo de Acción para Siria», Red Voltaire , 30 de junio de 2012.

[11] «Le petit monde composite des soutiens au régime syrien», C. A., Le Monde, 5 juin 2012. «Syrie : quand le général dissident était l’ami de Dieudonné», Pierre Haski, Rue 89, 29 juillet 2012.

[12] « Discours de François Hollande à la 3ème réunion du Groupe des amis du peuple syrien », par François Hollande, Réseau Voltaire, 6 juillet 2012.

[13] «La batalla de Damasco ha comenzado», por Thierry Meyssan, Red Voltaire , 19 de julio de 2012.

Thierry Meyssan

Thierry Meyssan Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump. Outra obras : L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación (Monte Ávila Editores, 2008).

 
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