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Globalização económica

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Porquê os «Papéis do Panamá» ? Damasco (Síria) | 8 de Abril de 2016
Contrariamente às aparências, a campanha dos «Papéis do Panamá» não terá por consequência restringir os desvios financeiros peculato e aumentar as liberdades, mas, exactamente o contrário. O sistema irá contrair-se um pouco mais em torno do Reino Unido, da Holanda, dos Estados Unidos e de Israel, de tal modo que eles, e só eles, terão o seu contrôlo. Violando, nisto, o princípio da igualdade perante a Justiça e a sua ética profissional, os membros do International Consortium of Investigative Journalists («Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação»- ndT) colocaram-se ao serviço dos inimigos da Liberdade e como defensores do Grande capital, e, o facto de, na passada, eles terem apanhado alguns malfeitores nada aí mudará. Explicações.
 
 
Por que é urgente romper a paralisia do Banco do Sul? Cidade do México (México) | 20 de Janeiro de 2016
Os governos da América do Sul se encontram em uma encruzilhada. As economias da região latino-americana se contraíram em 2015 e, segundo diversas estimativas, terão um crescimento nulo em 2016. Nada indica que os preços dos produtos primários vão subir. De novo surge o dilema entre realizar ajustes de gasto público e solicitar empréstimos às instituições de crédito submetidas ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Contudo, Ariel Noyola considera que os mandatários da região também poderiam apostar em fortalecer as bases da arquitetura financeira sul-americana mediante a inauguração do Banco do Sul, um projeto que ficou parado durante mais de oito anos e que, frente à gravidade da situação econômica atual, pode impedir o aprofundamento da crise.
 
O Congresso dos Estados Unidos dá o braço a torcer e aprova a reforma de cotas do FMI Cidade do México (México) | 3 de Janeiro de 2016
Aparentemente, o ano de 2015 marca o início da revolução no interior do FMI. Primeiro, se aprovou a inclusão do yuan, a moeda chinesa, entre os DEG, a cesta de divisas criada em 1969 para servir de suplemento das reservas oficiais dos países-membros. Agora, graças à aprovação do Congresso dos Estados Unidos, o FMI poderá implementar finalmente a reforma do sistema de quotas de representação, com o qual a China e outras potências emergentes ganharão peso na tomada de decisões, enquanto os países do continente europeu perderão relevância. Não obstante, ainda é prematuro concluir que se trata de uma transformação radical na correlação de forças dentro do FMI: os Estados Unidos continuarão mantendo seu poder de veto.