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 O suicídio de Orlando Zapata Tamayo

 Por Salim Lamrani | Paris (França) | 15 de Março de 2010 | Voltaire, édition internationale | A imprensa e chancelaria ocidentais ficaram indignadas com o suicídio em prisão de Orlando Zapata Tamayo, considerado vítima da “ditadura cubana”. No entanto, este drama humano não faz sentido porque Zapata nunca esteve politicamente activo. ‘Uma vez mais’, observa Salim Lamrani, ‘a propaganda distorce os factos e instrumentaliza-os de forma a justificar a posteriori as hostilidades de Washington para com Cuba.’

Os assassinatos políticos cometidos pelo Mossad levantam questões políticas

 Por James Petras | Nova lorque | 15 de Março de 2010 | Voltaire, édition internationale | O recente assassinato de um dos chefes militares do Hamas, Mahmoud al-Mabhoud, está em coerência com a política tradicional de Israel, que tem sido a de assassinar alvos seleccionados no estrangeiro, nomeadamente dirigentes da Resistência palestiniana. Assim violam a soberania de outros Estados e também se colocam acima da sua própria lei. Além disso, o uso cínico da dupla nacionalidade para atingir esse objectivo fatal põe em questão a forma como os Estados terceiros garantem a impunidade de Israel.

O caminho de Washington para a ruína
EUA – China: Provocar o credor e abraçar o "santo"

 Por James Petras | Nova lorque | 11 de Março de 2010 | Voltaire, édition internationale |


A não-violência: o mito e as realidades

 Urbino (Itália) | 8 de Março de 2010 | Voltaire, édition internationale | Na obra agora lançada em Itália, La non-violenza. Una storia fuori dal mito, o professor Domenico Losurdo explora o conceito de não-violência e a sua utilização actual. Afastando-se das ideias feitas, ele mostra as ambivalências do conceito. Muitas vezes a exigência pacifista pode também constituir uma fuga à responsabilidade e torna-se uma roupagem de propaganda para toda a espécie de ingerências.

Os EUA e a China: Um lado está a perder, o outro a vencer

 Por James Petras | Nova lorque | 24 de Janeiro de 2010 | Voltaire, édition internationale | O capitalismo asiático, nomeadamente a China e a Coreia do Sul, estão a competir com os EUA pelo poder global. O poder global asiático é conduzido pelo crescimento económico dinâmico, ao passo que os EUA prosseguem uma estratégia de construção de império conduzida pelo poder militar

Como os credores decidem o destino do Congo

 Por Renaud Vivien, Damien Millet | Liège (Bélgica) | 25 de Dezembro de 2009 | Voltaire, édition internationale |


Honduras: a vitória do "smart power"

 Por Eva Golinger | Caracas (Venezuela) | 6 de Novembro de 2009 | Voltaire, édition internationale |


Por trás do prémio Nobel da paz de 2009

 Por Thierry Meyssan | 26 de Outubro de 2009 | Voltaire, édition internationale | A atribuição do Prémio Nobel da Paz deu lugar a um coro de elogios entre os líderes da Aliança Atlântica, mas também suscitou cepticismo no mundo. Ao invés de debater as razões que poderiam justificar esta escolha surpreendente, Thierry Meyssan expõe a corrupção do Comité Nobel e as relações que unem o seu presidente, Thorbjørn Jagland, aos colaboradores de Obama.

A falsa guerra da América no Afeganistão

 Por F. William Engdahl | Frankfurt (Alemanha) | 26 de Outubro de 2009 | Voltaire, édition internationale | Um dos mais notáveis aspectos na agenda presidencial de Obama é quão pouco foi questionado nos media o motivo porque o Pentágono dos EUA está comprometido na ocupação militar do Afeganistão. Há dois motivos básicos, nenhum dos quais pode ser admitido abertamente em público.

11 de Setembro: Norte-americanos, prisioneiros de suas próprias mentiras

 Por Thierry Meyssan | Beyrouth (Liban) | 25 de Setembro de 2009 | Voltaire, édition internationale | Oito anos após os atentados do 11 de Setembro, Thierry Meyssan — que iniciou a contestação mundial sobre a validade da ‘versão’ bushesca dos acontecimentos — recapitula o estado em que se encontra o debate para a nova revista russa Odnako. O dissidente francês denunciou a «cortina de ferro» hermética que separa os povos da NATO do resto do mundo. Submetido a uma censura mediática, ignoram qualquer debate que se desenvolva fora do Ocidente e continuam a acreditar numa contestação do 11 de Setembro limitada apenas a algumas associações activistas. Thierry Meyssan interroga-se igualmente sobre a ingenuidade dos Ocidentais que crêem num cenário infantil, de banda-desenhada americana, segundo a qual umas dezenas de fanáticos possam ter ferido o coração do maior império militar do (...)

A destruição de uma civilização
A guerra dos EUA contra o Iraque

 Por James Petras | Nova lorque | 18 de Setembro de 2009 | Voltaire, édition internationale | Bagdade era considerada a ‘Paris’ do mundo Árabe no que diz respeito a cultura, arte, ciência e educação. A destruição da estrutura científica, académica, cultural e legal de um estado independente significa agora um aumento na dependência de empresas multinacionais ocidentais e de suas infra-estruturas técnicas. Isso irá facilitar a penetração e a exploração da economia imperialista. Neste artigo, James Petras analisa as forças, estratégias e interesses convergentes que contribuíram para o desmembramento em todos os níveis da sociedade Iraquiana.

Hugo Chávez e os meios de comunicação privados

 Por Salim Lamrani | Paris (França) | 27 de Agosto de 2009 | Voltaire, édition internationale | A Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela começou a recuperar as frequências hertzianas ilegalmente ocupadas pelos meios de comunicação de algumas grandes famílias para os redistribuir. Imediatamente os oligarcas denunciaram uma “violação da liberdade de expressão” e receberam o apoio dos seus homólogos ocidentais através dos meios de comunicação que eles detêm e, claro, da Repórteres Sem Fronteiras, fiel cão de guarda da subjugação da informação aos interesses de Washington.

Testemunho de um operador de vídeo no Ground Zero do WTC

 Buenos Aires (Argentine) | 18 de Julho de 2009 | Voltaire, édition internationale | Como operador de vídeo do governo dos Estados Unidos, Kurt Sonnenfeld foi despachado para o Ground Zero no dia 11 de Setembro de 2001, onde registou 29 filmes ao longo de um mês: "O que vi em certos momento e em certos lugares... é muito perturbador!". Ele nunca os transmitiu às autoridades e desde então foi perseguido. Kurt Sonnenfeld exilou-se na Argentina, onde acaba de publicar El Perseguido. A obra relata o seu interminável pesadelo e dá um novo golpe no Relatório da Comissão presidencial sobre os acontecimentos do 11/Set. Uma entrevista exclusiva realizada pelo Réseau Voltaire.

De Mossadegh a Ahmadinejad
A CIA e o laboratório iraniano

 Por Thierry Meyssan | Beyrouth (Liban) | 21 de Junho de 2009 | Voltaire, édition internationale | A notícia de uma possível fraude eleitoral espalhou-se em Teerão como um rastilho de pólvora e levou à rua os partidários do aiatola Rafsanjani contra o do aiatola Khamenei. Este caos é provocado à socapa pela CIA, que semeia a confusão inundando os iranianos de mensagens SMS contraditórias. Aqui esta o relato desta experiência de guerra psicológica.

Irão: A mentira das "eleições roubadas"

 Por James Petras | Nova lorque | 21 de Junho de 2009 | Voltaire, édition internationale |


Peru: Jorra sangue na Amazónia

 Por James Petras | Nova lorque | 14 de Junho de 2009 | Voltaire, édition internationale | No princípio de Junho, o presidente peruano, Alan García, aliado do presidente Barach Obama dos EUA, ordenou que veículos blindados, helicópteros com metralhadoras e tropas com centenas de soldados pesadamente armados assaltassem e dispersassem um protesto pacífico e legal organizado por membros de comunidades indígenas da Amazónia peruana pela entrada de companhias mineiras multinacionais nos seus habitats tradicionais.

Depressão mundial
As guerras regionais e o declínio do império dos EUA

 Por James Petras | Nova lorque | 14 de Abril de 2009 | Voltaire, édition internationale |


A "Iniciativa de Investigação Minerva" do Pentágono
À procura de académicos para o Império

 Por James Petras | Nova lorque | 14 de Abril de 2009 | Voltaire, édition internationale |


Três idéias simples para acabar com o apoio político aos crimes israelenses

 Por Jean Bricmont | Bruxelas (Bélgica) | 14 de Janeiro de 2009 | Voltaire, édition internationale | Enquanto Israel dá sequência aos bombardeios contra a população palestina e os paramilitares do general Mohamed Dahlan esperam na fronteira egípcia a ordem de entrar em Gaza para massacrar as células do Hamas, a opinião pública européia se sente totalmente impotente. Apesar de sua amplitude, as manifestações contrárias à ofensiva sucedem-se umas às outras sem impacto sobre os responsáveis políticos pelo ataque a Gaza, ou sobre aqueles que poderiam intervir no conflito. O professor Jean Bricmont propõe uma estratégia simples para mudar as relações de força na Europa, e, por fim, abalar as bases de sustentação política em que se ampara o regime de apartheid israelense.

A operação "Chumbo endurecido"
A guerra israelense é financiada pela Arábia Saudita

 Por Thierry Meyssan | Beyrouth (Liban) | 14 de Janeiro de 2009 | Voltaire, édition internationale | A ofensiva israelense contra Gaza é uma opção preparada de longa data. A decisão de colocá-la em prática foi tomada em resposta às nomeações da administração Obama. As mudanças estratégicas em Washington são desfavoráveis às intenções expansionistas de Tel Aviv. Israel procurou então colocar a nova presidência estado-unidense ante o fato consumado para constrangê-la a agir segundo seus interesses. Porém, para organizar sua ofensiva, Israel teve de buscar o apoio de novos parceiros militares, a Arábia Saudita e o Egito, que constituem a partir de então um paradoxal eixo sionista muçulmano. Riyad financia as operações, ao passo que o Cairo organiza os paramilitares.:

Os "Protocolos dos Sábios do Islã

 Por Domenico Losurdo | Urbino (Itália) | 8 de Janeiro de 2009 | Voltaire, édition internationale | Para justificar o apartheid na Palestina e a guerra israelense contra o povo palestino, a imprensa norte-americana recorre à técnica clássica das lendas negras. Por força de repetição mentirosa se forma a idéia de que existiria um complô islâmico mundial dispondo de um plano global que se poderia chamar de "Os Protocolos dos Sábios do Islã", em referência a "Os Protocolos dos Sábios de Sião", manifesto falsamente atribuído aos judeus, e difundido pela polícia czarista . O filósofo e historiador italiano, Domenico Losurdo, analisa aqui este ardil propagandístico à luz de algumas referências históricas.

Made in USA
Bernard Madoff: Vigarista da Wall Street desfere golpe a favor da justiça social

 Por James Petras | Nova lorque | 30 de Dezembro de 2008 | Voltaire, édition internationale |


A grande dádiva de terras: Neocolonialismo por convite

 Por James Petras | 14 de Dezembro de 2008 | Voltaire, édition internationale |


Entrevista com um dissidente francês forçado ao exílio
Thierry Meyssan: “Se eu me tivesse curvado, não teria sido obrigado a partir

 Beyrouth (Liban) | 21 de Outubro de 2008 | Voltaire, édition internationale | O encerramento das atividades da Rede Voltaire e o exílio de seu presidente suscitam algumas questões. Alguns comentadores viram o fim de uma aventura; outros, ao contrário, observando que tais decisões não diminuíram a força do Réseau, tentam descobrir os motivos. Thierry Meyssan os explica nessa entrevista. Ele descreve uma França sob o controle dos serviços secretos americanos, onde a opinião pública está adormecida. Segundo ele, era perigoso permanecer na França, e a ameaça que o fez deixar o país, não tardará a cair sobre outras pessoas.

Operação Sarkozy: Como a CIA colocou um dos seus agentes na presidência da República Francesa

 Por Thierry Meyssan | Almaty (Cazaquistão)  | 27 de Julho de 2008 | Voltaire, édition internationale | Nicolas Sarkozy deve ser julgado pelas suas acções e não pela sua personalidade. Mas quando as suas acções surpreendem até os seus próprios eleitores, é legítimo debruçarmo-nos em pormenor sobre a sua biografia e interrogarmo-nos sobre as alianças que o conduziram ao poder. Este artigo descreve as origens do presidente da República Francesa. Todas as informações nele contidas são verificáveis, com excepção de duas imputações, pelas quais o autor assume a responsabilidade exclusiva.

A guerra contra o "terrorismo"
A inacreditável história de Youssef Nada

 Por Silvia Cattori | Genebra (Suíça) | 27 de Julho de 2008 | Voltaire, édition internationale | Com o pretexto da luta “antiterrorista”, os Estados Unidos e a União Europeia deram poderes ilimitados aos serviços de informações e de polícia. Medidas de excepção, fora de qualquer prerrogativa judicial, instauradas de forma provisória em 2001, tornaram-se permanentes. Depois de Setembro 2001, pelo menos 80.000 pessoas, essencialmente de confissão muçulmana, terão sido raptadas, sequestradas em prisões secretas e torturadas por agentes da CIA. Centenas de outras foram inscritas na “lista negra” da ONU. Foi o que aconteceu ao homem de negócios Youssef Nada, 77 anos, cidadão italiano de origem egípcia. Acusado por G. W. Bush de financiar a Al-Qaeda, após duas investigações que contudo desembocaram num beco sem saída, Nada não consegue apagar o seu nome da “lista negra” (*). Os seus haveres permanecem congelados, é‑lhe proibido sair fora das fronteiras nacionais. Não pode sair de Campione – um enclave italiano em território suíço – onde Silvia Cattori foi encontrar-se com (...)

Sami El Haj, jornalista da Al Jazeera, testemunha

 Por Silvia Cattori | Genebra (Suíça) | 27 de Julho de 2008 | Voltaire, édition internationale | Hirto, alto, impressionante, libertando um sentimento de intensa interioridade, Sami El Haj avança coxeando, apoiado numa bengala. Nem um riso, nem um sorriso animam o rosto fino deste homem, envelhecido antes do tempo. Uma profunda tristeza habita-o. Tinha 32 anos quando, em Dezembro de 2001, a sua vida, como a de dezenas de milhares de outras pessoas de confissão muçulmana, caiu no horror

Entrevista con o senador suiço Dick Marty
« A Indepêndencia do Kosovo Não se Decidiu Em Pristina »

 Por Silvia Cattori | Berne (Suisse) | 27 de Março de 2008 | Voltaire, édition internationale | Kosovo declarou a sua independência, unilateralmente, em 17 de fevereiro de 2008. Como será o Kosovo de amanhã? Ao reconhecer a independência de Kosovo -que atualmente alberga a maior base militar estadunidense do mundo- os Estados Unidos,a Alemanha, a França e a Suíça, não estão infringindo o Direito Internacional, criando uma nova injustiça com respeito ao povo sérvio, avivando rescaldos e, de esta forma, preparando o terreno para novos enfrentamentos violentos nos Balcães? Sobre este assunto entrevistamos o senador (do Partido Radical Democrático suíço) Dick Marty, em sua qualidade de presidente da Comissão de política exterior do Conselho dos Estados da Confederação Helvética.

Jean-Claude Paye : As populações sob vigilância

 Por Silvia Cattori | Bruxelas (Bélgica) | 28 de Fevereiro de 2008 | Voltaire, édition internationale | Em dezembro de 2005 os meios de comunicação revelaram que a NSA, uma agência (estadunidense) cuja missão oficial é espiar fora dos Estados Unidos, havia submetido a cidadãos estadunidenses a escutas eletrônicas. Um ano mais tarde revelaram que a mesma NSA tinha fichado milhões de comunicações e que a CIA vigiava todas as transações financeiras internacionais. 
Na Europa diferentes parlamentos nacionais já tinham estabelecido e legitimado, em meio à indiferença geral, uma legislação que impõe a retenção dos dados pessoais. Enquanto que nos Estados Unidos os meios de comunicação se fizeram eco deste assunto e as organizações de defesa das liberdades individuais fizeram campanha contra estas disposições sem provocar, porém, uma mobilização popular, na França e na Alemanha praticamente não suscitaram reações uns projetos de lei que permitem à policia espionar à distância o computador daquelas pessoas que considera suspeitas de terrorismo. 
Na entrevista concedida a Sílvia Cattori o sociólogo belga Jean-Claude Paye (...)

Un "mini-tratado" de... 1300 paginas
Étienne Chouard : "Os tratados europeus servem os interesses daqueles que os escrevem"

 Por Silvia Cattori | 27 de Janeiro de 2008 | Voltaire, édition internationale | Em 2005, um francês como os outros, Étienne Chouard, professor do Liceu Marcel Pagnol de Marselha, apresentou no seu blog as suas análises do projecto do Tratado Constitucional Europeu. No decurso da campanha referendária, o seu sítio suscitou grande entusiasmo e revelou-se um dos mais acedidos em França. 
Cortando com a opacidade dos discursos oficiais, a simplicidade dos seus argumentos tocou um público vasto para quem "o que se concebe bem enuncia-se claramente". Ele conta-nos o seu percurso e descreve a sua visão das instituições, segundo ele, desnaturadas.

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