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O protesto foi convocado pelas organizações populares que integram o Movimento Boliviano contra a Área de Livre Comércio das América (Alca).

Movimentos sociais da Colômbia, Equador, Peru e Venezuela também anunciavam mobilizações para a mesma semana que representantes desses países iriam realizar uma nova rodada de negociação do tratado em Cartagena das Índias, na Colômbia.

"Está crescendo o número de agrupações que se dão conta de que o TLC é uma grave ameaça. Esse tratado está sendo negociado à revelia da população e sem argumentos sólidos que demonstrem seus benefícios para o povo", assinalou o Movimento Boliviano contra a Alca em uma declaração pública. A polêmica sobre o TLC Andino surge em meio a uma conjuntura em que ganha fôlego a disputa eleitoral na Bolívia. Estava previsto para o dia 23 um debate entre candidatos do Movimento al Socialismo (MAS) - que se opõem à Alca e ao TLC - e do Poder Democrático Social (Podemos) -, agremiação do ex-presidente Jorge Quiroga que apóia os acordos com Washington.

Favorito à sucessão presidencial de acordo com as últimas pesquisas, o cocalero Evo Morales tem divulgado a posição do MAS de se opor ao tratado sobretudo porque os Estados Unidos mantêm pesados subsídios para a sua produção agrícola. Candidatos à Presidência da Bolívia de outros partidos também têm feito críticas às negociações, e sua maioria considera a hipótese de rechaçar a assinatura de qualquer TLC.

Atualmente, a Bolívia é apenas observadora das negociações do TLC Andino, que envolve ainda Estados Unidos, Colômbia, Equador, Peru. O presidente transitório, Eduardo Rodríguez, já teria demonstrado intenção de mudar a situação do país e integrar, de fato, o grupo que ofi cialmente negocia o acordo. Os Estados Unidos, no entanto, são contrários à efetivação da Bolívia como membro pleno porque o país aprovou uma lei recentemente elevando os impostos das transnacionais petroleiras

Brasil de Fato