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A RECOLONIZAÇÃO DA AFRICA
Condenação da Guerra em Mali e denúncia de conspiração neo-colonial ocidental
Bruxelas (Bélgica) | 19 de Fevereiro de 2013Em 11 de Janeiro, 2013, a França lançou uma intervenção military em Mali, num país Africano onde perto da metade da população vive com menos de $ 1.25 por dia. Os motivos de Paris para justificar essa operação vem direto da "Guerra ao terror" retórica, tão querida da administração de Bush Jr. Em 17 de Janeiro, o parlamentar independente Laurent Louis denunciou em frente ao Parlamento Belga os objetivos reais dessa intervenção. O único legislador a se opor ao suporte Belga na operação Francesa, Laurent Louis aponta que países ocidentais – incluindo a França – ajudaram e continuam ajudando, na Síria, os mesmos jihadistas que Paris afirma que quer lutar contra em Mali.
Damasco (Siria) | 28 de Janeiro de 2013Temendo que militares atentem contra o presidente da República, o serviço de segurança do Eliseu tratou de neutralizar as armas, aquando da cerimónia dos votos anuais (base de Olivet, 9 de Janeiro de 2013). © Presidência da República Francesa
As aventuras militares de Nicolas Sarkozy e François Hollande no Afeganistão, na Costa do Marfim, na Líbia, na Síria e agora no Mali são vivamente discutidas no seio do exército francês. E a oposição que levantam chegou a um ponto crítico. Eis alguns (...)
Damasco (Siria) | 23 de Janeiro de 2013Por Thierry Meyssan Preparada desde há muito tempo e anunciada com 6 meses de antecipação pelo presidente francês François Hollande, a intervenção francesa no Mali foi apresentada como uma decisão urgente tomada em resposta a incidentes dramáticos e inesperados. Essa encenação não só tem como objetivo apoderar-se do ouro e do urânio maliano como abre além disso o caminho à desestabilização da Argélia.
Damasco (Siria) | 20 de Novembro de 2012© Présidence de la République - Laurent Bienvennec
Na tribuna da Assembleia geral das Nações Unidas, a 25 de setembro, o presidente francês François Hollande tinha afirmado a sua convicção que a mudança de regime na Síria era « certa » e por consequência que Paris reconheceria « o governo provisório, representativo da nova Síria, assim que ele fosse formado ». Ele pensava poder designá-lo ele próprio apoiando-se para isso no Conselho nacional, organização fantoche criada pela DGSE e financiada pelo Catar. (...)
Beirute (Líbano) | 28 de Outubro de 2012Aquando de uma mesa redonda em Ancara, o almirante James Winnefeld, chefe de estado-maior adjunto dos E.U., confirmou que Washington revelaria as suas intenções em relação à Síria, logo após terminar a eleição presidencial de 6 novembro. Ele deu claramente a entender aos seus interlocutores turcos que um plano de paz tinha já sido negociado com Moscovo, que Bachar el-Assad ficará no poder e que o Conselho de segurança não autorizaria a criação de zonas tampões. Pelo seu lado, o secretário-geral adjunto (...)
17 de Setembro de 2012O presidente francês François Hollande (ao centro) e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros Laurent Fabius (segundo à direita) posam em companhia de opositores sírios por ocasião da terceira reunião do grupo de “Amigos da Síria”, realizada em Paris a 6 de julho de 2012. Foto: Reuters
«A França está se encarregando de prover os rebeldes sírios com dinheiro e artilharia por conta dos Estados Unidos, que não querem sujar as mãos antes das eleições presidenciais de novembro», declarou o professor (...)
8 de Setembro de 2012O embaixador Russo nas Nações Unidas Vitaly Churkin, criticou as declarações do Presidente François Hollande a propósito da França estar preparada para reconhecer o recentemente formado governo da oposição Síria.
Isto ultrapassa a posição da comunidade internacional sobre o assunto, colocada no Comunicado Final do Grupo de Acção para a Síria, um grupo que engloba representantes do governo e da oposição, disse o diplomata Russo no início da reunião do Conselho de Segurança sobre a situação neste país Árabe. (...)
17 de Julho de 2012Numa entrevista á rádio A Voz da Rússia que reproduzimos nas nossas colunas, Thierry Meyssan pronuncia-se sobre os desenvolvimentos recentes da operação de desestabilização da Síria e da posição do novo governo Francês. Na continuidade da era Juppé-Levy-Kouchner, o Quai d’Orsay obstina-se até ao momento a tomar a propaganda de guerra pela realidade. Enquanto a França só brilha quando joga o jogo do equilíbrio entre as grandes potências, ela priva-se de toda margem de manobra teimando num parti pris de vistas curtas.
Moscovo (Rússia) | 25 de Fevereiro de 2012Enquanto Paris acusa Damasco de ter organizado o assassínio do jornalista da France-Télévisions, Gilles Jacquier, em Homs, uma equipa de jornalistas russos acaba de apresentar uma outra versão diferente dos factos. Segundo o seu inquérito, o senhor Jacquier comandava, sob a cobertura da imprensa, uma operação dos serviços secretos militares franceses que redundou em fiasco. As acusações francesas não passam de uma forma de mascarar a responsabilidade de Paris nas ações terroristas empreendidas para desestabilizar a Síria.
Operação Sarkozy: Como a CIA colocou um dos seus agentes na presidência da República Francesa
por
Thierry Meyssan
Almaty (Cazaquistão) | 27 de Julho de 2008Nicolas Sarkozy deve ser julgado pelas suas acções e não pela sua personalidade. Mas quando as suas acções surpreendem até os seus próprios eleitores, é legítimo debruçarmo-nos em pormenor sobre a sua biografia e interrogarmo-nos sobre as alianças que o conduziram ao poder. Este artigo descreve as origens do presidente da República Francesa. Todas as informações nele contidas são verificáveis, com excepção de duas imputações, pelas quais o autor assume a responsabilidade exclusiva.
Da censura aos bombardeamentos
Al-Manar: como Israel estrangulou a voz da Resistência libanesa por
Thierry Meyssan
Paris (França) | 9 de Agosto de 2006A campanha de censura mundial da televisão do Hezbollah iniciou-se em finais de 2003 por iniciativa do Estado-maior das Forças Armadas israelenses. Acusada de difundir programas anti-semitas, Al-Manar, na verdade, nunca foi condenada por tais feitos, mas antes interditada por motivos de ordem pública. Essa campanha, cuja história é aqui relatada e cujos actores escondidos são aqui revelados por Thierry Meyssan, foi explicitamente concebida com o intuito de suprimir a voz da Resistência libanesa antes de o país do Cedro ser atacado e destruído.
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