Não são eles, em todo o caso, os que merecem as maiores críticas se alguma coisa sair mal. Participarão de uns Jogos Olímpicos que terão lugar no outro lado do mundo, onde as horas de sono e o ritmo de vida mudam. Eles têm um programa de preparação física intenso, tudo visando a última participação desse esporte nas Olimpíadas, porque assim foi que o decidiram os ricos e poderosos amos do olimpismo. Eles não foram vencidos. Não desanimá-los. Enviemo-lhes uma mensagem alentadora.

Por que não esperar o final das Olimpíadas para discutir a fundo e de forma verdadeiramente democrática a responsabilidade de todos os que têm a ver com o esporte cubano?

Deslumbramos nosso povo com os resultados e as promessas esportivas, mas não nos atrevemos nem sequer a publicar os nomes daqueles que traem a sua pátria vendendo-se ao inimigo. Muita ciência e pouca consciência pareceria que fosse nossa divisa burocrática na formação dos esportistas, um ramo social vital, cujo objetivo não é a gloria nem as medalhas de ouro, mas sim a saúde física e mental de nosso povo. Dói muito quando algum deles sofre alguma lesão durante os treinos intensivos ou em acidentes, como é o caso de Pedro Pablo Pérez? O doloroso acidente que fez com que esteja próximo da morte também golpeia uma grande promessa olímpica, sua companheira Yoanka González.

Não esquecer as proezas de Ana Fidelia.

Apesar das circunstâncias adversas, nossos atletas brilham por sua qualidade humana e patriótica. Não chega sequer a um em cada dez os que sucumbem moralmente à chuva de oferecimentos em um mundo cheio de comércio desleal, vícios, drogas, doping e consumismo, no qual nossa pátria brilha como um exemplo difícil de imitar.

Jamais permitamos que os traidores visitem depois o país para exibir os luxos obtidos com a infâmia. Culpemo-nos também a nós próprios.

Fonte
Agence Cubaine de Nouvelles

Agência Cubana de Notícias