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O convênio estabelecido entre a Administração para o Controle de Drogas (DEA, na sigla em inglês), dirigida pelos Estados Unidos, e o governo da Venezuela foi interrompido em nome da “soberania” venezuelana.

A decisão foi anunciada pelo presidente Hugo Chávez, dia 7, minutos depois de votar na eleição de candidatos regionais, em Caracas. Segundo o presidente venezuelano foram identificadas ações de inteligência que “ameaçavam a segurança e a defesa do país”.

O presidente venezuelano afirmou que a instituição estadunidense não é imprescindível para a luta contra o narcotráfico e garantiu que a Venezuela seguirá trabalhando com outros organismos internacionais para combater o narcotráfico na região.

A ousada decisão ocorre justamente quando o Departamento de Estado estadunidense fortalece as pressões contra o governo Chávez ao acusá-lo, uma vez mais, de apoiar a guerrilha colombiana com o fornecimento de armamento. Caracas exigiu que Washington apresentasse provas das acusações. A contenda entre os dois países voltou à tona justamente quando o presidente estadunidense, George W. Bush, recebeu em seu rancho no Texas seu maior aliado no continente, o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Na opinião de analistas internacionais, como a do ativista colombiano Héctor Mondragon, a estratégia estadunidense é de tentar empurrar o problema do narco-tráfico e do conflito armado colombiano para a Venezuela em uma tentativa de expandir o Plano Colômbia e, assim, forçar uma intervenção estadunidense em território venezuelano.

A DEA - criada em 1973 sob controle do Departamento de Justiça dos Estados Unidos - surgiu para desenvolver planos e programas para o controle da produção e tráfico de drogas.