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O documento final da OEA faz um reconhecimento ao povo e às instituições políticas democráticas por sua "conduta cívica" demonstrada durante o referendo e reconhece a ratificação "exitosa" do mandato do presidente Hugo Chávez.

Com isso a organização coloca um ponto final à observação continental iniciada em 2002 para amenizar os conflitos entre o governo e a oposição.

O texto menciona o trabalho realizado pelo secretário-geral da OEA, César Gaviria, à Valter Pecly Moreira, embaixador brasileiro chefe da missão da OEA durante o referendo e ao Grupo de Amigos da Venezuela, que conforme sinalizou o ministro brasileiro de Relações Exteriores, Celso Amorim, dia19, deve ser extinto.

Criado após o golpe de 11 de abril, o Grupo de Amigos nunca foi bem visto pelo governo venezuelano por ter como alguns de seus membros, Estados Unidos e a Espanha - presidida por José Maria Aznar - acusados de colaborar com o golpe.

Na resolução que corria o risco de ser transformada apenas em uma declaração e perderia seu efeito de mandato (a pedido dos EUA) foi reiterado o pedido para que a sociedade venezuelana aceite os resultados do referendo anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).