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A caminho da partição do Iémene

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Os Emirados Árabes Unidos, que fazem parte da coligação (coalizão-br) saudita no Iémene, desejam a criação de um novo Estado que lhes permita controlar a região de Áden.

O porto de Áden é já dirigido pela Dubai Ports World.

O projecto de divisão do Iémene entre pró-Sauditas, de um lado, e pró-Emiradianos e pró-Iranianos do outro, poderia permitir restabelecer a paz. O que tem a ver com o fracasso do Presidente Abd Rabbo Mansour Hadi, refugiado na Arábia Saudita. Ele põe de facto em cheque o plano israelo-saudita de exploração do «crescente vazio» e a autoridade do Príncipe Mohammed Ben Salman. Ele fez os Emirados virar de uma oposição para uma aliança com o Irão.

O novo Estado ficaria situado no território ocupado pela antiga República Democrática Popular do Iémene (pró-Soviética) (de 1967- a 1990) e depois pela República Democrática do Iémene (1994).

Os Sauditas, por sua vez, reconstituiriam a República Árabe do Iémene.

No entanto, as alianças alteraram-se desde o fim da Guerra Fria. Seguindo uma lógica tribal e nada política, no decurso dos últimos anos, inúmeros marxistas juntaram-se à Alcaida, enquanto antigos pró-Ocidentais se voltaram para o Irão.

Tradução
Alva

Rede Voltaire

Voltaire, edição internacional

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