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A Liga Islâmica Mundial exclui o Xeque Al-Qaradawi

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A Liga Islâmica Mundial, que foi criada pela Arábia Saudita a solicitação do Reino Unido, em 1962, afim de financiar tanto os Irmãos Muçulmanos como a Ordem dos Naqchbandis, saudou a publicação pela Arábia Saudita, o Baréin, o Egipto e os Emirados Árabes Unidos de uma lista terrorista.

Incluindo esta o Xeque Youssef al-Qaradawi, o pregador vedeta dos Irmãos Muçulmanos, a Liga anunciou a sua exclusão do seu Conselho de Administração.

Segundo Thierry Meyssan, a Liga tinha em 2016 um orçamento superior ao do Exército saudita [1]

O Xeque Qaradawi, que é objecto de um mandado internacional de busca pela Interpol, desde há dois anos, é o conselheiro espiritual do canal catari Al-Jazeera. Interdito de permanecer em França pelo antigo Ministro do Interior gaullista, Charles Pasqua, ele tornou-se sócio do ex-Presidente Nicolas Sarkozy para a organização do Islão em França.

«La liste bahreino-égypto-émirato-saoudienne des terroristes», Réseau Voltaire, 9 juin 2017.

Tradução
Alva

[1] Ver a segunda parte de Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump («Sob os nossos olhos. Do 11 de Setembro a Donald Trump»- ndT) Thierry Meyssan, Editions Demi-Lune, 2017.

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