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Nas eleições regionais deste domingo, em que está em jogo a ampliação da hegemonia do governo, o único centro de votação em que se pode presenciar maior movimentação foi na escola Francisco Fajardo, bairro 23 de janeiro, onde votou o presidente Hugo Chávez.

Acompanhado do prefeito do município Libertador e candidato à reeleição Freddy Bernal, do candidato à prefeitura de Caracas, Juan Barreto e de alguns ministros, o presidente afirmou que independentemente de quem vença o pleito, fará um chamado à unidade. "Começaremos uma nova etapa. Independente do partido vou chamar a todos hoje mesmo para que possamos trabalhar coordenados pelo futuro da Venezuela", afirmou o presidente.

Chávez se negou a fazer projeções sobre a preferência do eleitorado, mas afirmou que "o governo estará mais fortalecido a partir de hoje" e voltou a chamar sua equipe de governo e os novos governadores a "atacar" a corrupção e a burocracia.

"Hoje é um dia muito importante porque mais de 50 milhões de pessoas em toda a América Latina estão escolhendo novos caminhos", referindo-se também às eleições regionais disputadas em Brasil e Chile e ao pleito presidencial no Uruguai, onde o candidato de esquerda da Frente Amplia, Tabaré Vasquez, lidera a preferência do eleitorado.

"Isso significa um processo de transformação política em que as lideranças têm que estar a altura desses povos. Há uma rebelião do voto", afirmou Chávez.

Líderes "ignoram" AL

Sobre possíveis mudanças no diálogo entre Caracas e Washington após as eleições de 3 de novembro nos Estados Unidos, Chávez diz não esperar nenhuma alteração significativa nas relações entre os dois países. "Não tenho esperanças de que haverá mudanças que se poderá notar. Espero que os líderes estadunidenses reconheçam o que está acontecendo na América Latina. O que vemos hoje é uma profunda ignorância [dos líderes] sobre o continente", afirma.

Chávez voltou a criticar a administração Bush e a invasão no Iraque ao comentar a declaração da assessora estadunidense do departamento de segurança, Condoleeza Rice, que na última semana daclarou que Chávez era um "problema" para a América Latina. "Problema maior para o mundo é Bush que invade países e massacra a população. Espero que os estadunidenses exijam do próximo presidente que cumpra suas leis e que não atropele outros povos", disse o presidente venezuelano.