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Venezuela consolida sua guerra popular prolongada e de resistência

Venezuela consolida sua guerra popular prolongada e de resistência Modernização das forças armadas venezuelanas e das Unidades de Defesa Popular, com a compra de novas armas, desencadou críticas dos EUA. Ação de Chávez indica adoção de uma nova doutrina estratégica militar na América do Sul: a guerra popular prolongada e de resistência.

| Sâo Paulo (Brasil)
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Nunca as relações entre os EUA e a América Latina, em especial no Sul do continente, foram tão tensas e distanciadas. A eleição de Tabaré Vasquez, no Uruguai, a evolução dos movimentos sociais no Equador e na Bolívia, bem como o fortalecimento de um eixo entre Caracas/Brasília/Buenos Aires visando a ampliação da integração regional - no momento mesmo que se impõe a renegociação do modelo da ALCA - mostram um baixíssimo “poder de atração”, ou softpower - para retomarmos o conceito de Joseph Nye Jr -, dos EUA na América do Sul. Da mesma forma, a China Popular, através da visita de Hu Jintao, em 2004, fez uma aparição espetacular nas relações comerciais do sub-continente.

A Rússia e a Índia, ainda que mais modestamente, também começaram uma vasta operação de aproximação, abrangendo campos diversos de cooperação, do comércio até uma posição comum nos fóruns multilaterais ( ONU, OMC, etc... ). A possibilidade do entendimento estratégico entre os grandes da América do Sul servir de base a um entendimento do mesmo tipo com grandes potências emergentes em escala mundial, tais como Rússia, Índia e China Popular - possibilidade já assinalada pela própria inteligência americana - redesenha as linhas de força ao Sul do planeta e abre uma crise na estratégia global dos EUA.

Venezuela, pivô da crise estratégica

A Venezuela - em razão de sua posição geopolítica sobre o Caribe, seus recursos energéticos e a longa dependência em face aos EUA - surge como sendo o “ponto de gravidade” da ação estratégica americana no sul das Américas: suas opções redefinem o prestígio e a eficácia da presença americana no continente. Ao mesmo tempo, o fato do presidente Hugo Chavéz ter transformado o projeto de autonomia e de defesa dos recursos naturais do seu país num processo “revolucionário”, falando em nome dos povos da América - seu grande projeto para “O Sul”-, acabou causando grande medo em Washington, que - no cúmulo da avaliação errada - apoiou o golpe de Estado de abril de 2002 em Carcas. A partir de então ficou clara a importância estratégica do país - como envolver-se numa guerra no Iraque sem ter garantias de controle sobre o petróleo da Venezuela? - e que Washington iria até as últimas conseqüências para livrar-se de Chávez.

Nas primeiras semanas de 2005, a má vontade entre os dois países já evoluíra para um aberto conflito. O seqüestro de um exilado colombiano em Caracas, através de uma operação envolvendo a quebra da disciplina nas forças armadas venezuelanas e agentes do serviço secreto colombiano, levou a uma brutal escalada de acusações entre Bogotá e Caracas. Os Estados Unidos, desconhecendo a secular tradição do asilo político na América do Sul, logo se posicionaram ao lado dos colombianos, acusando Chavéz de desestabilizar o sub-continente. Apenas a mediação rápida do Brasil evitou uma evolução negativa da crise. Mesmo assim Washington não poupou Brasília de uma nota deseducada, considerando “desnecessária”a intervenção do Brasil no conflito enquanto mediador, deixando claro ainda sua preferência pela mediação peruana.

Quase simultaneamente, logo depois de um longo e duro discurso de Chavéz no Fórum Social Mundial, o presidente denuncia um projeto norte-americano para assassiná-lo. Mesmo avaliando as declarações de Chavéz como um “delírio populista” ao estilo Fidel, Washington responde com um passo à frente na escalada entre os dois países, ao enviar, no fim de fevereiro, um porta-aviões para a ilha de Curaçao, poucos quilômetros em face do litoral venezuelano, com cerca de mil marines simulando operações anfíbias, além de arrendar uma ampla base militar na também confrontante ilha de Aruba.

No mesmo momento o Comando Sul dos Estados Unidos anunciam o aumento dos “observadores”e “instrutores”americanos na Colômbia, em função do plano de luta contra o narcotráfico e a guerrilha das FARCs. Assim, os conselheiros americanos na fronteira dos estados amazônicos da Venezuela - sul do país - passam de 400 para 800, marcando a relevância que os norte-americanos dão ao cenário colombiano.

A modernização das FAN

É neste contexto que Chavez anuncia o Plano Estratégico de Modernização das Forças Armadas Nacionais (FAN) declarando que a revolução bolivariana sob seu comando no país: “...es una revolución pacifica, pero está armada”. Assim, El Comandante anunciava uma série de compras capazes de modernizar e ampliar o poder de defesa da Venezuela. Embora as informações ainda sejam parciais, e algumas sujeitas à revisão, as compras Venezuelas estariam voltadas para os seguintes itens: 100 mil fuzis Kalashnikov AK-103 e 104; 40 helicópteros de combate; cinco radares móveis e 50 caças MIG-29, tudo encomendado na Rússia.

Já com a Espanha foram fechados contratos para a compra de um número ainda indeterminado de Fragatas F-25 e F-26, da classe Descobierta, quatro corvetas Tango 61 e Tango 62, 12 lanchas de deslocamento rápido dotadas de lança-mísseis, além de dois submarinos e seis aviões C-295. Com o Brasil, Caracas fechou o contrato para a compra 24 aviões Super Tucanos, aparentemente parte de um largo projeto de cooperação para o patrulhamento da Amazônia. Além disso, um imenso volume de fardamentos para as FAN e Unidades de Defesa Popular foram encomendadas à China Popular.

Tais investimentos causaram grande mal-estar em Washington. O governo americano chega a desenvolver negociações diretas com o presidente russo, V. Putin, visando evitar os fornecimentos, o que é rechaçado por Moscou. Da mesma forma, o governo espanhol envia em segredo o ministro da defesa José Bono à Caracas, para consolidar as encomendas militares e a retirada espanhola de fornecer carros de combate ao governo colombiano.

Pela primeira vez, a Venezuela fez compras de tamanho volume sem qualquer encomenda aos Estados Unidos e, em alguns casos, como das quatro corvetas espanholas que possuíam equipamento norte-americano, Caracas exigiu a substituição da tecnologia americana por similar européia (EADS).

Washington imediatamente acusou Chavéz de almejar a expansão regional, desestabilizar o sub-continente e iniciar uma corrida armamentista na região. Marc Grosman, do Departamento de Defesa, lamentou publicamente a ação negativa de Chavéz, enquanto o notório Roger Noriega - subsecretário de Estado para a América, e integrante do grupo de diplomatas que, ao lado de John Negroponte e Otto Reich, apoiaram os paramilitares na América Central durante a Era Reagan - denunciava Caracas como uma liderança negativa e o risco das armas “caírem” em mãos de narcotraficantes e guerrilheiros, numa pouco sutil acusação contra Chavéz, vinculando-o às guerrilhas colombianas. Da mesma forma, Peter Gross, novo diretor da CIA, em depoimento no Congresso Americano, apontava a Venezuela (ao lado de Cuba, Colômbia e Haiti) como uma das fontes de conflito e desestabilização continental. Fechando o cerco, a nova secretária de Estado “Condi” Rice acusava Chavéz - malgrado os constantes processos eleitorais amplamente supervisionados - de implantar a tirania no país.

Washington, contudo, não respondeu aos questionamentos feitos desde há muito por Caracas e Havana, sobre a extensão do chamado Plano Colômbia e a militarização e internacionalização do conflito naquele país, com o aumento de “conselheiros” militares norte-americanos. Além do aumento de “conselheiros” no país, os EUA possuem um vasto número de “empregados civis” operando aviões, em serviços de vigilância e segurança, além de treinamento de militares e policiais locais. Em pouco tempo, a Colômbia tornou-se o terceiro destino da ajuda militar americana, logo depois de Israel e do Egito, como ainda um vasto campo de recrutamento de para-militares para operarem no Iraque, principalmente através da empresa Triple Canopy.

Da mesma forma, sob incentivo americano, a Colômbia pretende desempenhar um papel de liderança continental no combate ao terrorismo. Em visita à Bogotá, o presidente paraguaio, Nicanor Duarte, fechou um amplo acordo de treinamento para a polícia paraguaia pela Unidade Nacional Anti-Sequestros, conjuntamente com o FBI, sob a alegação que o sequestro da filha do ex-presidente Raúl Cubas (1998-99), em Assunção, foi obra das FARCs! Pouco se disse sobre os atualmente 4.300 sequestrados na Colombia, nem tão pouco sobre o sequestro do “chanceler” das FARCs em Caracas.

Ora, os EUA mantém no Continente - e mundo a fora - os chamados “Escritórios de Ligação e Assistência”, verdadeiras mini-embaixadas do Comando Sul dos EUA, visando “...encorajar a aquisição de material de defesa e adestramento militar dos EUA, promover maior desenvolvimento operacional e doutrinário com as forças armadas dos EUA”, nas palavras do TC Edwin Passmore, encarregado do mesmo Buro em Brasília. Assim, as compras de Chávez ferem, diretamente, os interesses comerciais e, mais grave ainda, a estratégia continental americana.

Colômbia, o centro da instabilidade regional

Da mesma forma, os EUA nada fizeram para conter os paramilitares colombianos, em especial as forças das Auto-Defesas Colombianas/AUC, em suas expedições punitivas no interior do Panamá e na fronteira dos estados venezuelanos do Amazonas, onde estão em íntimo contato com o exército colombiano e com os seus “conselheiros” americanos. Cabe destacar que o projeto de desarme dos paramilitares colombianos é de dramática lentidão, com uma entrega de armas apenas simbólica e muitas vezes sua incorporação nas forças policiais ou armadas colombianas. Os serviços de informação no local utilizam largamente tais recursos, que aliás já chegaram a “aconselhar” grupos de fazendeiros no Brasil, ensinando táticas anti-guerrilheiras visando amedrontar o MST. Esta nova “Internacional” patrocinada pela Colombia, com apoio americano, expande-se rapidamente no continente.

Nas constantes incursões dos paras no interior do Panamá foram assassinados índios e camponeses locais ( Outubro/2000, em Nazaret, 10 km fronteira adentro; janeiro/2003, na aldeia deYala ), além do seqüestro de refugiados políticos colombianos, o que já provocou forte reação da Anistia Internacional e a denúncia do Panamá - por seu silêncio - e da Colômbia - por sua ação - pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, que considerou intolerável a situação na fronteira dos dois países.

Cabe notar que as forças armadas do Panamá foram desmanteladas após a operação “Causa Justa”, de 1989, quando os EUA invadiram e prenderam o então presidente Manuel Noriega. Pelo Tratado Carter-Torrijos, que estabeleceu as bases de relacionamento entre os EUA e o Panamá, este renunciava a uma força armada militar, encarregando-se os Estados Unidos de ampliar a “defesa” da Zona do Canal para todo o país. Assim, após a Costa Rica, o Panamá tornou-se em “estado-modelo” da nova política dos Estados Unidos para os exércitos latino-americanos: sua total transformação em força policial.

Tanto Washington quanto Bogotá gostariam de transformar a fronteira com a Venezuela numa área similar à fronteira panamenha, implicando os dois países diretamente no chamado Plano Colômbia. O embaixador dos EUA em Brasília, logo em sua chegada ao país, afirmou a necessidade de transformar o Plano Colômbia em um Plano das Américas, em que o Panamá, o Peru, Venezuela e Brasil “assumissem”maiores responsabilidades na repressão ao narcotráfico e às guerrilhas locais. Chavéz tem se constituído em um obstáculo fundamental para a ampliação do Plano Colômbia, repetindo constantemente a necessidade de uma saída política para o conflito, com amplas negociações entre as forças adversárias. Assim, a quebra da soberania venezuelana, com o seqüestro de Rodrigo Gandra, “chanceler”das FARCs, ao lado de incursões na fronteira, visariam uma panamização das fronteiras amazônicas, com a liberdade plena de ação do exército colombiano e suas forças auxiliares em expedições contra guerrilheiros e membros exilados da oposição.

Assim, a fronteira amazônica entre Colômbia e Venezuela tornou-se um forte foco de tensões. A departamento colombiano (Estado) de Arauca, na fronteira da Venezuela (Estado de Apure, na Venezuela), é um dos locais mais militarizados do país, em grande parte em função da presença da companhia Occidental Petroleum (em Saravena) e ponto de partida do oleoduto de Caño Limon até o Mar do Caribe. Já nos estados venezuelanos de Zulia e Táchira a ação na fronteira acabou por interromper fluxos comerciais e humanos seculares, levando a forte desorganização social nos dois lados da fronteira, com mais de 100 mil desplazados. O desemprego e a anomia social acabam levando a um grande florescimento do narcotráfico, que ao contrário do anunciado por Bogatá, tem lucrado com as ações anti-guerrilhas e, mesmo, aumentado suas remessas de dólares para o exterior, através do Panamá.

Críticas ao Brasil

Todo este quadro, com o aumento da possibilidade de crise social e internacional na fronteira, agravou a situação em torno do sequestro de Granda em Caracas. Chavéz respondeu aos críticos americanos com um duro discurso, primeiro em Porto Alegre, quando descreveu o governo Bush como um “grupo de pervertidos”e, logo depois, denunciou um plano norte-americano para assassiná-lo. Para as autoridades venezuelanas é clara a possibilidade de uma intervenção americana no país, só contida temporariamente em função das dificuldades enfrentadas no Iraque. É neste sentido que haveria interesse em manter pressão indireta sobre Chavéz, desta feita através da Colômbia. A ação brasileira, rápida e segura, esvaziou o conflito, explicando a irritabilidade de Washington sobre a mediação brasileira.

A venda dos aviões brasileiros, ao lado das visitas de Lula a Caracas e o encontro dos líderes sul-americanos em Montevideo, para a posse de Tabaré Vasquez, tornaram-se ocasião para novas críticas americanas. Ainda uma vez Roger Noriega declarou, no início da semana passada, que as compras de armas desestabilizavam a região e ameaçavam o papel do Brasil como mediador, declaração corroborada pelo porta-voz do Departamento de Estado, Adam Erel, para quem o Brasil estaria com a imagem prejudicada pela venda das armas. Ocorre, que o Brasil é um fornecedor tradicional de armas para Caracas - e também para Bogotá - e os aviões Super Tucano encomendados por Chávez serão utilizados exatamente para o patrulhamento da Amazônia, visando o combate ao narcotráfico.

A doutrina de guerra de resistência

Na verdade, a preocupação americana possui outras explicações. Algumas bem simples e óbvias. Enquanto o principal fornecedor de armas para a Venezuela eram os norte-americanos, suas compras não representavam qualquer risco hemisférico. Assim, desde 1969, o país fez diversas compras de armas no exterior, em especial na Alemanha (submarinos U-209, veículos MB); na Itália (seis fragatas da classe Lupo e artilharia ligeira do tipo Otome-Lara) ou França (veículos AMX-30). Contudo o principal fornecedor, que ficava com a maior parcela das compras venezuelas, eram os EUA, que forneceram veículo V-100, aviões Lon Ranger, Cessna e C-1234, além da mega-venda de caças F-16 e de Helicópeteros Augusta-Bell 212.

Ora, as atuais compras de Chavéz excluíram, propositadamente, os fornecedores americanos, além de componentes e sistemas patenteados na América. Historicamente, a mudança de fornecimento militar na América Latina tem se revelado uma fonte de crise, algumas vezes de alcance internacional, como durante o governo Jacobo Arbenz, na Guatemala nos anos de 1950, ou no Peru, nos anos 70.

Por outro lado, a “revolución armada” de Chavéz alteraria os planos de desestabilização voltados contra o país, tornando uma ação punitiva contra Caracas muito mais “cara”em termos financeiros e de manpower. Os serviços de inteligência venezuelanos contam hoje com cinco possibilidades de ação agressiva contra o país:

  1. a chamada guerra de baixa intensidade, através da infiltração fronteiriça e a subversão, visando desestabilizar a revolução bolivariana;
  2. a ação dos “predatores corporativos”, elementos pagos por grandes empresas visando provocar a desestabilização econômica, com sabotagem industrial e paralisia de atividades produtivas, em especial nos departamentos de Zulia e Táchira, na fronteira colombiana;
  3. o irrupção de um conflito regional, como por exemplo, uma guerra com a Colômbia, o que ensejaria uma intervenção estrangeira;
  4. uma intervenção internacional, do modelo do Iraque, em represália a qualquer corte de fornecimento de petróleo, com ou sem o aval da ONU/OEA;
  5. o assassinato de Chavéz, como ele mesmo denunciou ao final de fevereiro.

Esta última possibilidade não deve se relegada ao arquivo das fantasias paranóides, como se afirmou. Na verdade, a ação americana contra líderes estrangeiros tais como Ngo Diem Diehm, no Vietnã; Mohamed Mossadegh, no Irã; N’Krumah, no Congo; Jacobo Arbenz, na Guatemala, além das inúmeras ações falhadas contra Fidel, não permitem um descarte rápido de tal possibilidade. A ação do presidente Bush, em 2002, autorizando a busca, prisão e assassinato de lideranças internacionais consideradas inimigas, apenas reforça a hipótese levantada.

Por fim, devemos destacar um fato novo e perturbador para os EUA: o novo Plano Estratégico de Modernização das FAN, é conduzido como parte da adoção de uma nova doutrina segurança nacional pela Venezuela. Ao contrário do que deseja Washington - e para todos os exércitos continentais - Chavéz recusou treinar as forças armadas exclusivamente para o combate ao narcotráfico e aos demais tráficos ilícitos, adotando plenamente o conceito, elaborado pelas forças armadas chinesas, de Guerra Assimétrica, em cujo coração reside a noção de guerra prolongada de resistência. Assim, abandonando os conceitos clássicos no continente de serem usadas como forças auxiliares do Comando Sul americano, e recusando a assumir a posição de polícia, as forças armadas bolivianas, optaram por uma estratégia de resistência, contrariando a implantação de um consenso estratégico elaborado pelos EUA.

As volumosas encomendas de fardamentos chineses e os fuzis russos mostram a vontade política de armar um grande número de homens - são as Unidades de Defesa Popular, uma extensão dos Círculos Bolivarianos, que passam a auxiliar a defesa nacional, criando-se assim unidades de guerra irregular. A capacidade da resistência iraquiana de causar dano e impedir um país rico em petróleo ser dominado por uma coligação estrangeira de invasores, não é de forma alguma estranha a nova doutrina militar venezuelana. Para o Comando Sul dos Estados Unidos trata-se de um grande fiasco, já que sua política para América Latina seria, exatamente, evitar a adoção de estratégias autônomas e soberanas pelos exércitos sul-americanos.

Agência Carta Maior

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