O Movimento da Firmeza (Harakat Hazm), que os Estados Unidos haviam criado após a realização da sessão secreta do Congresso sobre a Síria, em janeiro de 2014, para formar uma força de «rebeldes moderados» contra a República Árabe da Síria, esfarelou-se a 28 de fevereiro de 2014 e foi dissolvido.

Este exército privado, que incluia 5.000 mercenários. havia sido formado pelo reagrupamento de mercenários da Brigada Al-Farouk, do Exército Livre Sírio (criado pela França), e de elementos do Movimento do tempo do Profeta (Harakat Zaman Mohamed), ( criado pela Irmandade Muçulmana e financiado pelo Catar). Todos os membros do Movimento da Firmeza tinham sido treinados pela CIA no Catar.

O Movimento da Firmeza compreendia as seguintes unidades :
- Brigada Omar al-Farouq do Norte
- Forças especiais n°9
- Primeira brigada mecanizada
- Brigada da fé em Deus
- Brigada Omar al-Farouq de Hama
- Batalhão do mártir Abdulrahman al-Shemali
- Batalhão do mártir Bakr Bakkar
- Batalhão Ahbab al-Rasoul
- Batalhão do mártir Hamza Zakaria
- Batalhão al-Rashid
- Batalhão Abou Asad al-Nimr
- Batalhão Ahdab Allah
- Batalhão al Fateh
- Brigada de infantaria n°60
- Batalhão Abbad al-Rahman
- Batalhão Abdul Gaffar Hamish
- Brigada Zaafana Farouq
- Batalhão do mártir Abdullah Bakkar
- Batalhão do mártir al-Rastan
- Batalhão do mártir Ammar Tlas Farzat
- Brigada Sawt al-Haq.

O Movimento da Firmeza foi varrido pela al-Qaida (Frente al-Nosra) na região de Alepo. Todo o seu arsenal foi capturado pelos jihadistas.

Os sobreviventes da Harakat Hazm garantem que não dispunham de um armamento de qualidade, significativamente, superior ao da al-Qaida, e não puderam, pois, fazer a diferença. Ora, o Pentágono havia-os no entanto ricamente fornecido, nomeadamente de mísseis anti-tanque BGM-71 TOW para substituir os seus mísseis anti-carro Milan (oferecidos pela França).

A CIA recuperou imediatamente os sobreviventes e integrou-os num novo exército privado, a Frente do Levante ( Frente Shāmīyah), não mais para derrubar a República Árabe da Síria mas, unicamente, para lutar contra o Emirado Islâmico ( Daesh).

Segundo o Washington Post, não está claro se os mercenários já formados pela CIA contra a República Árabe da Síria seguirão um novo treino, e se o novo grupo estará igualmente habilitado para combater contra outras formações jiadistas como a Al- Qaida.

« Syrian rebel group that got U.S. aid dissolves » ( Ing- «Grupo rebelde sírio que obteve ajuda dos E.U. dissolve-se», Liz Sly, The Washington Post, 1 de Março de 2015.

Tradução
Alva